Wednesday, December 10, 2008

Thursday, November 20, 2008

Coisas idiotas que a gente faz

- Se declarar via depoimento do Orkut
- Ouvir música para alavanc-ala no Lastfm
- Cronometrar comerciais de TV pra ver se eles duram 15', 30', 45'
- Depois de encharcar o banheiro na saída do banho, enxugá-lo com papel higiênico, pra mamãe não suspeitar nem se chatear.
- Jogar gol a gol sozinho no apartamento com a camisa do clube e narrando o jogo
- Iniciar um download à 1h30 da manhã, para ter pretexto pro computador ficar ligado durante a madrugada
- Ficar tentando imaginar o que as pessoas (aleatórias, evidentemente) fazem, onde vivem, o tipo de vida que levam, as músicas que ouvem e coisas idiotas que fazem no fim de semana
- Nutrir ódio por desconhecidos
- Mania de procurar "24" nos números de telefone dos amigos, só pra depois falar "Ahhhh, gay, 24
- Ficar online no MSN e esperar um tempo pra falar, pra não parecer que tá desesperado
- Quando chorar por causa de alguém, discutir com a pessoa e falar tudo na cara dela, claro sozinho no quarto, com luz apagada e com trilha sonora no fundo
- Adicionar uma pessoa no MSN e depois nunca mais falar com ela
- Falar sozinho
- Discutir e xingar pessoas com a televisão
- Encher o saco de todo mundo com falas do filme Tropa de Elite

Thursday, October 30, 2008

A que mais seca

Você sabe qual é a toalha que mais seca?


A vermelha, é lógico.

Wednesday, September 17, 2008

Crime e Castigo


Eleições 2008

Candidatos a vereador do PHS pedem impugnação de Carlos Gomes
Justificativa apresentada é de que o concorrente a prefeito de Porto Alegre teria descumprido o estatuto do partido


O autor do Guarani não cumpriu a cartilha

Quatro candidatos a vereador do PHS em Porto Alegre pediram, na Justiça Eleitoral, a impugnação da candidatura a prefeito de Carlos Gomes, do mesmo partido. Eles alegam que Gomes teria descumprido o estatuto do PHS por suportamente não ter realizado o curso de formação política obrigatório a todos os membros do partido que pretendem disputar eleições.

De acordo com o presidente estadual do PHS, Raul Plangg, o candidato tem o curso. O partido promete comprovar a realização na defesa da ação que deve ser entregue ainda na tarde desta quarta-feira à Justiça.

— Eles não estão sabendo do que acontece dentro do partido. O Carlos Gomes tem o curso e nós vamos comprovar isso — afirmou Plangg.

Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-RS), o pedido de impugnação deve ser julgado até o final da semana. Caso o juiz responsável aceite a ação, o candidato do PHS ainda pode recorrer ao TRE.

Tuesday, August 19, 2008

Encontrada a vara da Fabiana Murer




Diego Hypólito havia caído sentado em cima. Depois de achada a vara, Diego chorou.

Monday, June 30, 2008

Entrevistando Renan


Pato Macho esteve presente na coletiva que o goleiro do Internacional Renan cedeu na tarde da segunda-feira posterior ao Gre-Nal que acabou empatado em 1 a 1, que ficou marcado pela expulsão do goleiro após agressão ao atacante gremista Rodrigo Mendes.
Pato Macho - Renan, é verdade que vocês assistiram um filme na concentração? Que filme foi esse?
Renan - É verdade. O professor Tite sempre passa um filme para que a gente reflita. Nós vimos "Karatê Kid".
PM - E quem é o teu ator favorito?
Renan - Tenho vários, porque gosto de filmes de ação. Mas entre eles está Bruce Lee, Jackie Chan e Jet Lee.
PM - A gente também ficou sabendo que tu fica horas na concentração escutando música. O que tu escuta?
Renan - Sempre gostei de heavy metal. Pancadaria, sabe. Mas eu estou com uma música na cabeça: é "Kung Fu Fighting", mas a versão do Foo Fighters, que é mais pesada.
PM - E quem é o teu ídolo no esporte?
Renan - Sempre gostei do Ronaldo, do Corinthians, porque ele não levava desaforo para casa. Mas gosto muito do João Derly, do judô.
PM - Tu tem algum sonho na vida?
Renan - Claro, quero um dia participar de uma daquelas lutas livres. Quando era pequeno via os desenhos do Sawamu, que um tio tinha todos os vídeos.

Tuesday, May 27, 2008

Momentos inesquecíveis dos famosos VI


Steven Tyler depois de uma bebedeira? Ou é a Julliet Lewis de dieta?

Wednesday, May 21, 2008

De Primeira

Futebol 2008
GRÊMIO ANUNCIA NOVA CONTRATAÇÃO PARA O BRASILEIRO
Estádio Olímpico a partir de agora conta com invejável segurança móvel

Até de bike nós iremos!

Saul Lisboa/Especial

Depois que o preclaro ABC resolveu comprar uma vetusta Kombi para o clube, o Tricolor dos Pampas não quis ficar de reboque. Eis que, essa semana, a intrépida segurança do Grêmio recebeu, na manhã desta terça-feira, uma bicicleta para a vigilância móvel no espaço interno do Olímpico. De acordo com o site, "é a segunda aquisição feita pelo clube para melhor atender ao público e segurança patrimonial. Um investimento feito pelo clube por bom desempenho e resultado eficaz já realizados pela segurança do Clube (sic, sic). Não está descartada a hipótese de dar um upgrade na bicicleta "copera y peleadora", como a instalação de CDs nos raios das rodas ou uma simpática buzininha "fom-fom".

Monday, May 12, 2008

Grêmio anuncia contratações para o Brasileirão


PORTO ALEGRE -- O Tricolor da Azenha anunciou nesta terça-feira várias contratações para a disputa do Campeonato Brasileiro. O meia Pedro Ken, do Coritiba, o veterano atacante Paulinho Kobayashi, o centroavante Sandro Hiroshi, famoso caso de "gato" pelo São Paulo, e o meia Rodrigo Tabata, ex-Santos e Goiás. Quem fez comentário a respeito foi o presidente Paulo Odone: "É tudo japonês neste Campeonato Brasileiro".

Sunday, May 04, 2008

Furo de Reportagem de O Pato Macho

Paul Mohl/correspondente internacional

Depois da última partida realizada em Ivoti, o Grêmio ficou impressionado com o futebol do meia Banana. O diretor executivo Rodrigo Caetano entrou em contato com a diretoria do time amador e pediu prioridade para a contratação do meia. Entrevistado, Caetano destacou as qualidades do jogador: "O Banana tem um bom passe e o time vai precisar de jogadores desse quilate para a disputa do Campeonato Brasileiro, pois temos poucos meias de qualidade no grupo. O Celso (Roth) já me pediu reforços e estamos em busca de revelações do futebol nacional". A negociação não evoluiu e a reportagem procurou o presidente Paulo Odone: "Banana? Para quê? Já temos um no banco de reservas", garantiu o dirigente.

Thursday, April 24, 2008

EXTRA!



Encontrado o Padre Voador!

Wednesday, April 09, 2008

Para manter as mãos ocupadas


E desopilar a mente

Azar de uns,...




...sorte de outros.

Dancing With Mr. M (ick)

Os Stones no Beacon Theater, em Nova Iorque, em novembro de 2007.


Faça como eu: passe numa liquor store, pegue uma garrafinha de uísque – pode ser qualquer marca - tome umas quatro cervejas antes (pra calibrar, mas não almoce, vá entornando de barriga vazia, só misture um aperitivo, bom, você sabe como é a manha) e vá assistir ao Shine A Light, dos Rolling Stones. De preferência, escolha uma sessão vesperal (a velha matinê), aquela básica, das 16 horas.

Me senti proustianamente o adolescente vagabundo dos seus 17 (nisso eu posso provar que não mudei), no tempo em que a gente lotava sessão de cinema para ver coisas como o Doors do Oliver Stone, em sessão da meia noite, no Vitória, lotada de freaks e junkies, como naquelas sessões aqui no ABC, com filmes tipo Gimme Shelter ou o Rock Remains The Same. Esqueça DVD. Isso não presta. Ver na telona é inexplicável (inefável), melhor, só ao vivo, e na primeira fila - e tem horas que você esquece que tá no cinema, esquece de tudo. Não existe mais audiência como antigamente prá cinema, já que gente como eu está em rápida (auto) extinção.

O que me chamou a atenção: o grau fundo de garrafa do óculos do Scorcese, esqueceram de colocar a bateria em She Was Hot, e aquela platéia parecia a do Viva a Noite. Tinha umas minas ali na primeira fila que nem sabiem quem era o Buddy Guy, quando ele apareceu no palco para tocar Champagne and Reefer.

Aquela parte do Keith de capote fumando bagaraio e cantando a media luz You Got The Silver, fantástico! Parecia um pau d’ água que cataram na rua (a voz detonada pelo goró e pela nicotina ainda agüenta o vibrato) para fazer uma participação especial E fantástico foi ver Far Away Eyes ao vivo (o refrão eu cantava junto a plenos pulmões, haha), ficou linda, linda, e o Mick arrancando um dó e um sol na guitarra, sempre que ele aparecia com o violão ou com a guitarra eu me empolgava. Some Girls ficou legal ao extremo - aliás, falando nisso, eles colocaram 4 desse (underrated)LP no show, excelente AO EXTREMO.

Quase pedi para o tio do projetor passar de novo Live With Me (e botar na pausa para eu ir no Nacional do Praia de Belas pegar um kit de Budweiser gelada para depois voltar à sessão), até agora eu não acredito que eu vi aquilo. E o Jack White com o Mick (Loving Cup, do Exile)ficou muito legal, o cara só pareceu meio assustado de dividir o primeiro plano do palco com o Jagger. Qualquer música do Exile ao vivo é 100%, e eles tocaram (com o Bobby Keys, outro remanescente das históricas sessões da Riviera Francesa) 4 do Some Girls, inclusive a citada Far Away Eyes), que matou a pau. O Scorsese pegou o mesmo lado irônico daquels entrevstas antigas dos Stones, quando o repórter designado ou vinha com as mesmas perguntas de sempre ou não sabia quem era o entrevistado (funcionou melhor no No Direction Home, mas...).

Dessa parte residem as partes mais engraçadas do filme:

Repórter: Qual é a pergunta que mais te fizeram para você nesses últimos anos?Keith: Essa que você acabou de fazer, rá, rá.

Repórter: o que você faria se não fosse o Mick Jagger?
Mick Jagger: Eu seria outra pessoa.

Ponto negativo do filme foi a participação nada especial de Bill Clinton – totalmente desnecessário. Mick, que é um gentil-homem(ao extremo), se submeteu a dar três beijinhos até a sexta geração da família do ex-presidente norte-americano, que ainda abre o show para eles. E não cantaram Shine a Light ao vivo...

Pontos positivos: músicas que apareceram ao vivo pela primeira vez ou que não eram tocadas no palco há muito tempo, e que ficaram melhores que as originais, como She Was Hot. E uma tecnologiia nas câmeras (IMAX), que faz closes de áudio. Se a câmera foca um riff do Keith ou um crash do Charlie, a palhetada ou som dos pratos também entram em primeiro plano.

Keith só não roubou toda a cena (Keith distribuindo palhetas como um pastor demoníaco fazendo uma eucaristia profana ou enfiado num capote como um presbítero de filme de faroeste fumando feito um pai de santo, enquanto o Ronnie fazia a slide de You Got The Silver) porque a Cristina Aguilera e a Lisa Fischer comandaram, cada uma à sua parte, o show. A segunda sacudindo os peitos em She Was Hot e a primeira dando e levando encoxadas do Mick, valeu o ingresso – e principalmente o úisque barato, tudo isso enquanto Deus abençoava os pântanos e as tardes vadias.

Sunday, April 06, 2008

Tuesday, April 01, 2008

De Primeira

Gauchão 2008
Moléstia escala o time do Inter para as semifinais
Na reta final do Gauchão, doença misteriosa será responsável pelo desfalque de até cinco jogadores do Inter

"Aqui, até a virose é A", rá, rá, rá, disse Píffero

Saul Lisboa/Especial para o Pato Macho


A virose vai moldar o escrete colorado para a reta final do Campeonato Gaúcho. Uma doença rara, que só ataca jogadores quebradores de bola, atingiu os lados do Guaíba. Com ela, atletas da estirpe de Edinho e Wellington Monteiro estão afastados das quatro linhas de campos de futebol por tempo indeterminado e impedidos de jogar futebol por um ano. A doença é a a Brucutite A, e é transmitida pelo vírus Brucutus Cocitococus.

Sinistro

Outros quatro jogadores e um aspone, porém, apresentam os mesmos sintomas da virose e deverão ter a confirmação de seus exames ainda hoje. Além deles, o lateral Ramon e Maycon estão afastados e ficarão de fora da fase final do Gauchão. O caso mais grave é de Edinho, o mais atingido pela sinistra moléstia, e que pode vir a ser sacrificado nas próximas horas.

- Eles estão em observação e continuarão afastados por cerca de três meses. O tratamento é treinar passe e cruzamento dia e noite e realizar uma imunização racional, numa relax, numa tranquila, numa boa, como diria o Tim Maia, huehuehue - explicou o diretor médico do Internacional, Paulo Rabello.

Estádio foi vistoriado

Técnicos da equipe de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde estiveram ontem no Beira-Rio para fazer vistorias nas dependências do clube.

Foram analisadas as instalações do refeitório e do vestiário. A partir de amanhã, serão feitas visitas aos jogadores com os sintomas. Hoje, a Vigilância Sanitária fará uma coleta da água ingerida e utilizada pelos atletas.

- Por enquanto, está tudo dentro da normalidade. Depois juntaremos os dados para tentar encontrar o que causou a contaminação - afirmou a equipe de vigilância de alimentos da Secretaria Municipal de Saúde.

Como é do seu feitio, o presidente do Inter, Vitório Píffero, desdenhou os problemas efrentados por seu clube a partir de agora e ainda aproveitou para tocar uma flautinha nos azuis. Primeiro, falou que a Brucutite vai acabar com as dúvidas (certezas?) do treinador Abel Braga para montar um meio-campo racional, nas próximas rodadas. E depois, bonachão como sempre, ele disparou:

- Pelo menos, aqui, a visose é A. B é do outro lado da José de Alencar.

Com o raro e curioso surto, cujo foco seria em algum insidioso lugar no Rio Grande do Sul, atletas do Guarany de Bagé e do XV de Novembro de Campo Bom estão em alerta e podem ser isolados e colocados em quarentena nas próximas horas.

Monday, March 24, 2008

E por aqui querem tirar a cerveja nos estádios

Enquanto a moda na Inglaterra é jogar futebol com barris de cerveja, por aqui um deputado chamado Miki quer proibir que o torcedor beba cerveja no estádio de futebol, acreditando que isso vai acabar com a violência nos estádios. O que tem que ter é maior policiamento, revista, não deixar entrar bombas e varas, não deixar passar maconha pelos portões, fichar os baderneiros e fazê-los se apresentar perante um delegado na hora das partidas.



Mas fica uma pergunta: Será que a cerveja fica choca depois de alguns chutes?


Homem se prepara para participar do campeonato de chutar barris de cerveja, em Hallaton, região central da Inglaterra. O jogo é disputado na divisa com a cidade de Medbourne na segunda-feira após a Páscoa. O participante deve tentar chutar o barril através de um rio que separa os municípios. Segundo as regras, o recipiente deve conter 1 galão de cerveja

Thursday, March 13, 2008

Pirulito & Sabonete



- E o Carrossel do Inter, que tomou três do Juventude?
- Como dizia o Machado: é melhor cair das nuvens do que cair de um quarto andar...

Monday, February 18, 2008

Onde nenhum presidente jamais foi



O presidente Lula não só viajou mais que Fernando Henrique Cardoso como também foi a lugares nunca dantes ido. Agora, foi a vez do dono do Aerolula visitar a estação Comandante Ferraz no continente Artártico. Sua primeira frase foi: "Companheira Marisa, aqui que é feita aquela cerveja que eu gosto tanto".
Em todos os lugares possíveis, Lula esteve. Onde não pôde ir mandou o astronauta.

Friday, February 08, 2008

Você ainda vai ter um...

FANTASIA DE PIERRÔ: R$ 79,00



CAIXA DE ISOPOR DE 24 LITROS: R$ 15,00



DUAS CAIXAS DE CERVEJA CARLSBERG DE POSTO DE CASOLINA: R$ 45,00



CARTÃO CORPORATIVO DO GOVERNO NO BOLSO DURANTE O CARNAVAL: NÃO TEM PREÇO!






Existem coisas que o dinheiro não compra, para todas as outras existe o Erário!

Tuesday, January 29, 2008

O Gênio da Sátira




Num 29 de janeiro de 1895, nascia Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly (ídolo, MITO!), o Barão de Itararé – o gênio da sátira e patrono do humor em terras brasileiras.

Ainda no Sul, passou a se dedicar ao jornalismo. Com a experiência adquirida em sua terra, Aporelly (como costumava abreviar seu nome) se mudou para p Rio. Começou no Globo, depois passou para A Manhã, este que o inspirou a criar a antológica A Manha, “órgão de ataques...de riso e quinta-feirino", mas que, no entanto, só saía às sextas. A publicação, que marcou época na imprensa brasileira, durou até 1946, quando fechou, por problemas financeiros. Mas deixou a série de Almanhaques, que você deve ler. A edição de 1955 foi reeditada em 1989, porém infelizmente esgotou. Não sei por que raios ninguém reedita esse que é o evangelho do humor brasileiro. Nem que seja para se dar umas boas gargalhadas.

A fama do Barão veio com a provocação com que, com engenho e arte, ele dispensava á ditadura Vargas. Foi quando resolveu entrar para a nobreza, ridicularizando todo aquele que se atribuíam imaginários títulos heráldicos – algo que era comum naqueles tempos. Se investiu como Duque. Depois, renunciou ao ducado e se proclamou barão, a despeito da “inversão nobiliárquica”. Surgui assim o Barão de Itararé, o Brando. Também se dizia o Brigadeiro do Ar Condicionado, ou os incontestáveis títulos na Praça.

Como era esquerdista ferrenho, era constanstemente perseguido pela repressão política. Acabou sendo preso inúmeras vezes. Numa dessas, o delegado então perguntou:

- Sou Aporely, o senhor sabe por que está sendo preso?

- Sei sim, por não seguir os conselhos da minha mãe.

Ante a surpresa do homem, ele continuou:

- É a que mamãe sempre me dizia para não tomar cafezinho, não era bom para a saúde, ela sempre me dizia. Razão tinha ela, veja o senhor. Era exatamente isso que eu estava fazendo quando o seu pessoal entrou no café e me prendeu.

Deixou várias máximas (ou mínimas, como ele dizia):

Milagre de santo não faz casa.

De onde menos se espera, é daí que não sai nada.

Mais vale um galo no terreiro do que dois na testa.

Quem empresta, adeus...

Dize-me com quem andas e eu te direi se vou contigo.

Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.
Quando pobre come frango, um dos dois está doente.

Genro é um homem casado com uma mulher cuja mãe se mete em tudo.

Cleptomaníaco: ladrão rico. Gatuno: cleptomaníaco pobre.

Quem só fala dos grandes, pequeno fica.

Viúva rica, com um olho chora e com o outro se explica.

Depois do governo ge-gê, o Brasil terá um governo ga-gá. ( Ge-gê: apelido de . .
Getulio Vargas. Ga-gá: referia-se às duas primeiras letras no sobrenome do novo presidente, Eurico Gaspar Dutra).

Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga.

Neurastenia é doença de gente rica. Pobre neurastênico é malcriado.

O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim , afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.

Os juros são o perfume do capital.

Urçamento é uma conta que se faz para saveire como debemos aplicaire o dinheiro que já gastamos.


Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados.

O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.

A gramática é o inspetor de veículos dos pronomes.

Cobra é um animal careca com ondulação permanente.

Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades.

Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância.

Há seguramente um prazer em ser louco que só os loucos conhecem.

É mais fácil sustentar dez filhos que um vício.

A esperança é o pão sem manteiga dos desgraçados.

Adolescência é a idade em que o garoto se recusa a acreditar que um dia ficará chato como o pai.

O advogado, segundo Brougham, é um cavalheiro que põe os nossos bens a salvo dos nossos inimigos e os guarda para si.

Senso de humor é o sentimento que faz você rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse com você.

Mulher moderna calça as botas e bota as calças.

A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.

Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato.

Pão, quanto mais quente, mais fresco.

A promissória é uma questão "de...vida". O pagamento é de morte.

A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.

O homem é um animal que pensa; a mulher, um animal que pensa o contrário. O homem é uma máquina que fala; a mulher é uma máquina que dá o que falar.

Monday, January 28, 2008

Da série "Contos de Verão"

Bizzare Love Triangle
Gostava de provocar o amigo com essa história: abandonara a mulher e a trocara por uma boneca inflável



O Miranda se espantou:

— O quê? Mas você está maluco?

Guedes riu:

— Maluco nada. É isso aí, meu filho.

Ele foi dizendo: “não, isso é coisa de maluco, quem faz dessas coisas é maluco, é completamente maluco”. Impressionado, Guedes dava frouxos de riso. Gostava de provocar o amigo com essa história: abandonara a mulher, e a trocara por uma boneca inflável.

— Porra, mas boneca inflável, Guedes??? Isso é golpe baixo!

Ele ria, mais à medida em que se encharcava de cerveja. Dizia que aquela reação dele era normal, a princípio. Explicou que podia ter as mulheres que quisesse, que poderia fechar todos os cabarés da cidade com o salário que recebia como ascensorista da Assembléia, afilhado de deputado. Mas podia usar e abusar de uma boneca inflável.

— Eu não sabia que você era um desses, não imaginava que você chegasse a esse ponto tão vil, tão grosseiro, de se entregar com tanto cinismo a tamanho ato de fetichismo!

Guedes ria. Ria, como um vilão de filme mudo. Só faltava as olheiras de rolha queimada. E descrevia os detalhes da tal boneca, com frieza naturalista:

— Ela pode ter cabelos castanhos, louros, prateados, pode ter pele morena, escura, alva, pode ter uma língua pegajosa de três metros! Você pode fazer o que quiser com ela, olhos postiços, cílios postiços, pele cheirosa, com textura de pêssego, e unhas pintadas de vermelho, de vermelho, ouviste? Vermelho!

Miranda resolveu não levar a sério. A certo ponto da discussão, decidiu concordar com tudo o que seu amigo dizia. Afinal, não se pode destratar um bêbado. E, afinal de contas, queria bem ao Guedes que, na verdade, não passava de um estafeta de deputado. Claro, tinha os seus arroubos de sapiência, mas no fundo, era um simples. Era aquele tipo de sujeito a quem ele tinha apreço, mas sabia de suas limitações. E achava que, naquele estado de embriaguez, ele poderia estar apenas vazando algum espírito de porco que, como ele entendia, todos tinham em seu íntimo. Porém, ficou estacado com a tal hipótese da mulher de plástico.

Ainda mais quando rompeu com a noiva. Foi um displante! Depois de dois anos, trocado por um mecânico, um braçal! Sua mamãe o consolava: “as mulheres de hoje não prestam! As mulheres de hoje não prestam para nada, não sabem nem esquentar água, só pensam em adultério!”. E repetia, com o olho rútilo e lábio trêmulo: “Adultério!”. Ele encheu a cara; disse: “porra, eu não mereço uma porra dessas, é injustiça, mas que porra, porra”. E pensava no seu pobre e cálido amigo estafeta da Assembléia. Apesar do nojo, do verdadeiro asco do naturalismo com que o cordial Guedes explicava os detalhes da boneca inflável, ele pensou consigo: “carambolas, eu vou arranjar uma boneca dessas”. Ligou para o amigo:

— Alô? — Era o Guedes, aparvalhado com a ligação em plena madrugada.

— Guedes — soluçava o desconcertado Miranda. — Desculpe estar ligando a estas horas, mas... como você falou da boneca...

— Que boneca?

— A inflável!

— Ah, o que tem ela?

— Não, eu queria saber onde consigo uma dessas...— respondeu, um tanto envergonhado.

— Porra (balbuciou, enquanto procurava o número do vendedor, em alguma página amarela de guia telefônico. Não do classificado do jornal)!

E deu o número.

Miranda pediu a encomenda por telefone. Queria total descrição. No fim do dia, apareceu o motoqueiro com a encomenda. Acostumado com esse tipo de entrega e adivinhando o que estava dentro daquela caixa, o moto-boy olhava para a cara tímida de Miranda, que assinava o papel da encomenda. O homem da motoca conhecia esse tipo de figura, é apenas mais um maluco. Largou um “há!”. Fechou o visor do capacete, deu de ombros, e foi embora.

Miranda leu todo o manual de instruções. Com dificuldade, abriu o pacote, desenrolou aquele espectro de gente. Encheu a boneca de ar, como se fosse um Gepeto pós-moderno. Ali estava ela, nuazinha, com a pele cheirosa e com textura de pêssego que seu amigo falara, seios generosos e bundinha arrebitada. Cabelinhos cacheados loiros, língua pegajosa, unhas vermelhas mas com um olhar meio paranóico. Sentiu vergonha daquilo. Meu Deus, não me reconheço, dizia de si para si. Precisou tomar um trago para se desanuviar da timidez de estar com a boneca inflável. Duas, três, quatro, enfim, várias doses depois, conversava com a boneca, revelava confidências! Dizia: aquela vagabunda da minha noiva não prestava mesmo! Aquela vagabunda! E o meu sogro era um filha da puta (sic). Então, a conversa ficou mais íntima. Ele elogiava os cabelos da boneca. Os olhos paranóicos dela.

Então, como estava escrito nos oráculos, se deu a conjunção. Miranda lambuzou-se da boneca. Ele experimentou um inefável prazer naquele corpinho macio e inerte. Ele se descobria ali um fogoso amante de uma mulher totalmente entregue aos seus ávidos desejos. Mas, no outro dia, acordou com uma ressaca incomensurável...

Olhava aquela boneca inerte. Meu Deus, eu sou um necrófago! Aliás, eu sou um necrófilo (não conseguia distinguir a diferença, de tão embriagado que ainda estava) de bonecas. Eu sou um doente (olhava-se no espelho, chocado com seu ímpeto). Um psicopata! Pensava em sua linda e compassiva noiva. Pensou na noiva. Glorinha. Glorinha! Meu Deus! Ela me abandonou! Por que, meu Deus? Por que me fizeste sofrer? E era um estuprador, um currador de bonecas! Se sentiu abjeto. Então viu que havia se transformado num necrófilo de boneca inflável! Teve um choque de realidade! Como pude? Como pude? Estava chocado consigo mesmo. E chorava. Chorava alto, chorava forte.

Mas, à medida em que o tempo passava, ele foi se acostumando com aquela boneca. Tanto que Miranda até entendia os pensamentos de sua amada. De repente, tudo se transformou naquilo: ele se acostumara totalmente àquele ser inerte, que o satisfazia a toda noite. Porém, nem tudo é para sempre. Certo dia, ávido de saciar sua lascívia, nosso herói forçou tanto a amante contra a ponta da cama que acabou furando-a. Furou a coitada da boneca. Ela saiu voando pelo teto do quarto, como se fosse uma cena de desenho da tevê. Foi parar em cima do armário. Perplexo, Miranda pensava: o que foi que eu fiz?? E agora?

E agora? Olhou pelo corpo da boneca, era um furinho no pescoço. O problema é que ele não sabia como consertá-la. Precisava de ajuda. Um borracheiro? Teria que levá-la a um borracheiro ou coisa parecida. Tinha um, de confiança, que arrumava os pneus do seu carro há mais de vinte anos, mas não tinha coragem de demonstrar que ele tinha uma boneca inflável.

Rodou quilômetros a fio, de estrada a estrada, a fim de encontrar um borracheiro distante, que pudesse entregar a boneca para consertá-la, mas sem deixar que a história se alastrasse. Imagine como é? Esse tipo de história sempre acaba vazando por aí, pode acabar virando coluna de site na Internet, tema de enquete! Achou um borracheiro num cafundó. Bateu a porta. Um velhinho atendeu. Era um velhinho. Não sabia por que motivo se sentiu aliviado em ver que o borracheiro era um velhinho, e que mancava com uma bengalinha, como o Mestre Yoda. Então, contou a sua triste história. O homem, do alto de sua sabedoria, sabia o que fazer, achou tudo normal, disse até que já ouviu falar de casos como o dele. E prometeu, com a mão posta sob uma Bíblia imaginária, que iria reparar o furo em dois dias, com sigilo.

Aliviado, Miranda voltou para casa feliz. Logo, logo, ele teria a sua amada boneca em seus braços, para todo o sempre. E sonhava. Sonhava com aquela pele de pêssego, aquela língua pegajosa, com aqueles olhinhos lindamente paranóicos e compassivos. O problema é que passou o prazo, e nada. Esperou. Talvez alguma coisa tenha acontecido, faltou matéria prima, talvez algum problema de agenda. Excesso de demanda de clientes. Mas passou seis, sete dias, uma semana. Duas semanas. A cada telefonema, o borracheiro de beira de estrada dizia que havia sempre algum problema. Miranda se inquietava. Não pode ser, não pode ser! Alguma coisa está acontecendo.

Irritado, Miranda foi atrás do homem de madrugada, em plena chuva. Chovia uma tempestade diluviana. Mesmo assim, ele se resignou. Foi até o cafundó: iria buscar a boneca de qualquer maneira. Desceu do carro, a chuva estava cada vez mais forte. Bateu a porta uma, duas, três vezes. Na quarta, de tanto bater a porta, eis que apareceu o velhinho borracheiro, de samba-canção cor-de-rosa, besuntado de suor, da carequinha às chinelas. Teve um pressentimento: aquele pulha estava usando a boneca! Aquele canalha! Filha duma puta! Não pensou duas vezes:

— Eu quero ela! Ela é minha! Ela é minha! Ela é minha!

Muito encabulado, e principalmente entendendo o desespero de seu cliente, o borracheiro foi buscá-la, no seu quarto. Lá do escuro, aparecia o espectro do homem carregando a sua amada amante. Bufando de raiva como um bode, Miranda agarrou a boneca inflável, escondeu-a sob a sua capa de chuva e retornou para o carro. Lá dentro, largou sua concubina de plástico no banco do carona. Dirigiu pela cidade por duas horas. Não trocaram palavras. Até que, numa sinaleira, teve um acesso de raiva! Um guarda-noturno o flagrou dando murros no volante.

— Fui traído por uma boneca! Traído por uma porra duma boneca!!! Fui corneado por uma merda duma boneca!

Entrou em casa, jogou a boneca no sofá. Atirou sua capa de chuva num outro canto. Começou a discutir furibundamente com a boneca inflável, que ouvia a tudo, fedendo a suor e ao Trés-Brut de Marchand do borracheiro.

Os vizinhos estranharam. O Miranda, logo ele, um tímido, discursava como um louco, de dentro do seu quarto-e-sala. A senhoria chamou a polícia. Aquela discussão iria terminar em sangue, coitada da pequena, esse homens são todos iguais! Muitos acordaram. Era uma discussão de uma pessoa só, com um tom de voz jamais ouvido antes. Isso sem falar do baixo calão. Logo o Miranda, um homem tão pacato, todos ouviam aquilo de longe, desconcertados. Logo, a polícia, chegou. Nem as sirenes conseguiram constrangem o aparvalhado Miranda, que tinha acessos, dentro do apartamento. Foram todos até a porta. O policial bateu uma, duas, três vezes. Mas o homem estava descontrolado. De repente, estava consumando algum assassinato. Todos estavam brancos, todos.

— Dá licença, madame, dá licença. — disse o policial, meio confuso com a situação, tomando distância no corredor, para arrombar a porta.

A porta abriu, com um grande estrondo. A cena era inacreditável. O coitado do Miranda, dando golpes mortais de faca de cozinha naquele fiapo de borracha com cabelos loiros e olhar paranóico, que fitava o teto do quarto-e-sala, como que sonhasse. Golpeava uma, golpeava duas, golpeava três, enfim, várias golpeadas com força, com um ódio iracundo, do pélago da sua raiva. Golpeava e chorava. Ninguém entendeu quando ele esfaqueava com raiva e chorando desesperadamente sobre aquela boneca murcha, aos berros surdos de “Cínica, cínica, cínica”.

Tuesday, January 15, 2008

Extra!

Fofoca
Britney Vai Virar Mulher-Bomba!

A cantora saiu com namorado usando seu vestido de casamento

Da Redação


Haja alcalóide na corrente sangüínea! Britney Spears contou a alguns amigos que vai comprar um poodle e se converter ao Islamismo, religião de seu namorado, o paparazzo Adnan Ghalib, segundo o site americano "Pop Crunch".

Em telefonema a um parente, a cantora pop contou que está muito apaixonada por Ghalib e que ele é a única pessoa que a entende. Ainda segundo ela, eles já estaria pensando em se casar, apesar de estarem juntos há cerca de duas semanas e de ele já ser casado com outra mulher.

Recentemente o casal foi flagrado em uma concessionária da marca "Mercedez-Benz". A cantora estava usando o mesmo vestido do seu casamento com o ex-marido, Kevin Federline, de quem se separou em 2006, e com quem tem dois filhos, Sean Preston, de dois anos, e Jayden James, de um.

Atualmente, ela pertence à religião Deu, é Amor.

Friday, January 11, 2008

FEBEAPÁ neles!

O Pato Macho (que, quando se faz de sério é para cair na gandaia) presta hoje uma singela homenagem ao inesquecível jornalista e compositor, Sérgio Porto, o Stanslaw Ponte Preta, criador das Certinhas do Lalau, da Tia Zulmira e dos impagáveis Febeapás (Festival de Besteira que Assola o País) e que nasceu há exatos 85 anos. Tava morrendo de rir lendo semana passada o Febeapá 2. A primeira parte é só gafes da imprensa e coisas estapafúrdias que os políticos e a ditadura faziam. Um deputado propondo um projeto de lei exigindo caixas de fósforo com duas cabeças, para economizar madeira. Ou quando a Censura proibiu a peça Ivã o Terrível, acusada de subversiva, por sua "alusão ao comunismo". O problema é que a história se passava 313 anos antes da Revolução Russa. Essa série de livros é fantástica para se ver o lado surealista da realidade do poder na política. E o estilo ferino, de uma velada diatribe, sutil como um florete, da sua crítica.

Uma história interessante dele envolve o Cartola: foi o Sérgio quem achou o nosso amigo Angenor, sumido de tudo e de todos, trabalhando de lavador de carros, e deu uma força para o autor de "Alvorada" retomar a carreira perdida. Outra é que o Ponte Preta ajudou o então paupérrimo Nelson Cavaquinho a mobiliar a casa dele. No antológico programa Ensaio, da TV Educativa (tem no You Tube, vale a pena vê-lo contando as histórias dos sambas!) o Nelson relembra o jornalista morto, quando falava da mobília: "quando eu olho para os meus móveis, eu me lembro do Sérgio Porto". Uma pena ter vivido tão pouco - morreu com 45 anos. quem passou os olhos nos três Febeapás fica imaginando o quanto ele não teria de material para destilar o seu sarcasmo sobre notas de jornal e as épicas bizarrices dos nossos políticos...

Aqui vão algumas das frases imortalizadas pelo criador do Samba do Crioulo Doido nas suas colunas em revistas e jornais como a Manchete, Tribuna da Imprensa, Diário Carioca e a Última Hora. Algumas já se incorporaram ao falar do brasileiro ("mais por fora que umbigo de vedete"):


"Ser imbecil é mais fácil".

"Mais monótono do que itinerário de elevador".

"Macrobiótica é um regime alimentar para quem tem 77 anos e quer chegar aos 78".

"Consciência é como vesícula, a gente só se preocupa com ela quando dói".

"Lavar a honra com sangue suja a roupa toda".

"Difícil dizer o que incomoda mais, se a inteligência ostensiva ou a burrice extravasante".

"Mania de grandeza é a desses suplementos literários que têm um aviso dizendo que é proibido vender separadamente".

"Se mosquito fosse malandro mordia antes e zunia depois".

"Ou restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!".

"Esperanto é uma língua universal que não se fala em lugar nenhum".

"Quem dá aos pobres e empresta, adeus!".

"Levou um susto e ficou mais branco do que bunda de escandinavo".

"Ficou numa melancolia de pingüim no Piauí".

"Tirante mulher, a gente só deve recomendar o que experimentou e gostou".

"O terceiro sexo já está quase em segundo".

"Se a senhora está mesmo disposta a se despir de todos os seus preconceitos então porque não tira logo as calcinhas também?".

"Dono de cartório de protesto é uma espécie de cafetão da desgraça alheia".

"Minissaia é um traje que quando a mulher senta aparece o que a saia tinha obrigação de fazer sumir".


"Por mais eficaz que sejam os métodos novos de fazer criança, a turma jamais abandonara o antigo".

"A polícia prendendo bicheiros? Assim não é possível. Respeitemos ao menos as instituições".


"O rapaz era militar e Flamengo, portanto duplamente supersticioso".

"Quando o casal começou a dançar o chá-chá-chá Tia Zulmira disse que já conhecia aquilo, apesar de que, de pé, era a primeira vez que via".

"A dúvida dele não era a de que pudesse não ser um homem mas a de que talvez nem chegasse a ser um rato".

"Mais inútil do que um vice-presidente".

"Há sujeitos tão inábeis que sua ausência preenche uma lacuna".

"Pra não se sentir diminuído no meio dos amigos, confessou: "Não é pra me gabar não, mas eu também sou meio tarado!".

*"Era uma empregada tão perfeita que a patroa concordou em cozinhar para ela".

"Os valores morais são os únicos que conservaram os preços de antigamente".

"Ele tinha um medo terrível de se apaixonar pela esposa".

"Mais vale um filé no prato do que um boi no açougue".

"Quando estamos fora, o Brasil dói na alma; quando estamos dentro, dói na pele".

"Quando acabou aquele velório teve-se a impressão de que o morto ficou mais aliviado".

"Amor, dinheiro e lua, parando de crescer começam logo a diminuir".

"Nem todo rico tem carro, nem todo ronco é pigarro, nem toda tosse é catarro, nem toda mulher eu agarro".

"Coitado, freqüentou tantas noites de autógrafos que acabou alcoólatra".

"Se você não acredita que o reino do céu é aqui, repare então como os pobres de espírito se divertem".

"O cachorro abana o rabo quando quer agradar, a mulher, quando quer agrado".

"Mulher e livro, emprestou, volta estragado".

"O sol nasce para todos, a sombra pra quem é mais esperto".

"Era desses caras que cruzam cabra com periscópio pra ver se conseguem um bode expiatório".

"Televisão é uma máquina de fazer doidos"

"Homem que desmunheca e mulher que pisa duro não enganam nem no escuro".

"O melhor da televisão é o botão de desligar".

"Política tem esta desvantagem: de vez em quando o sujeito vai preso em nome da liberdade".

"Tirante mulher, a gente deve recomendar tudo aquilo que experimentou e gostou".

"Uma feijoada só é realmente completa quando tem ambulância de plantão".