Tuesday, August 31, 2010

Eu & a Cyd Charisse


Cyd



Minha cadela Frida amanheceu doente, hoje. Ela estava estranha demais, a ponto de sequer me sorrir latindo com o rabo. Levei ela correndo no veterinário; na verdade, força de expressão, é uma veterinária. Uma morena de lábios provocantes e pernas longas, enfim, quase uma Cyd Charisse.

Ela tratou minha cadela com todo o amor e carinho. Ficou horas conversandocom ela, como se fosse capz de curar aquele pobre animal com sua voz doce e amigável. Depois, afagou a Frida, e explicou a ela (e a mim, mas à ela, principalmente) qual seria o procedimento a ser tomado. E eu fiquei ali segurando a Frida pela crina enquanto o soro corria veias afora. Depois, Cyd Charisse fez de tudo para que a vacina não fosse dolorosa: acariciava o pequeno dorso da minha pobre schnauzer,para que obicinhno entendesse que a aplicação era para o seu bem.

Em seguida, a Cyd liberou a Frida. Agora de tarde, ela quis saber como a Frida estava, e portanto me igou. Disse que ela estava bem, e então a Cyd recomendou várias coisas, naturalmente muitíssimo (como diria Augusto dos Anjos) preocupada para que a Frida convalecesse a contento e ficasse radiante e disposta novamente para correr e brincar, como é típico de um schnauzer.

Muito emocionado (estava meio emocionado por outras questões, essas que não tem nada a ver com o caso, enfim, eu me despedi), e desliguei. Mas mais tarde, ligeiramente perplexo, eu fiquei comparado o modus operandi da Cyd e a forma com que a gente é tratada por médicos em geral — em geral com uma íngreme frieza hospitalar para conosco e tal, daqueles tipo atendente do Beco dos Livros, que pergunta e responde sem ao menos olhar na nossa cara de espanto. Enfim. Depois de tudo isso, eu cheguei a uma conclusão conclusiva: da próxima vez que eu ficar doente, vou me consultar com a Cyd Charisse.

Tuesday, August 24, 2010

A morte e a morte de D. Vicente Scherer

Outro dia eu cometi um ato falho, estava falando dos desafetos do Nelson Rodrigues e,entre eles estavam o pensador católico Gustavo Corção, o fundador da AGIR Editora (e também pensador católico), Tristão de Atahíde e o Dom Hélder Câmara.

Não é o que eu iria dizer, ou por outra, ocorre que, ao citar D. Hélder, eu falei Dom Vicente Scherer. Ninguém sabia de quem eu estava falando, até que eu me dei conta que citava por engano o antigo Arcebispo de Porto Alegre (de 1947 até 1981) porque eu descobri que ele havia sido pároco na igreja São Geraldo (bairro operário da cidade), onde meus pais se casaram e este que voz escreve foi levado intrépida e galhardamente à pia batismal.

Mas depois me dei conta que o D. Vicente é uma figura hoje pouco lembrada (e pouco biografada), mas que, mesmo não sendo daqui (ele era de Bom Princípio), foi um dos mais ilustres e folclóricos personagens desta paisagem urbana. Claro que apenas peguei a deixa do meu execrável ato falho paraacrescentar um fato que tem mais a ver com o lado folclórico dele, e que muita gente acha que é lenda urbana.

A história é a seguinte. O Dom Vicente tinha um programa na Difusora toda terça, chamada A Voz do Pastor (ele assinava um artigo de fundo semanal com o mesmo nome na imprensa porto-alegrense, que seguiu no Correio do Povo mesmo depois da sua morte, em 1996, mas redigida obviamente pelo seu sucessor, e não por Dom Vicente in excelsis, vocês entenderam).

Como eu ia dizendo, o Dom Vicente falava nos microfones da Difusora toda semana e, de tanto ouvir a sua vóz fina e anasalada ("mistéeerios gozóooozos"), em pouco tempo, quase toda Porto Alegre sabia imitá-lo. Não era raro apareceram trotes de toda a espécie, sempre "protagonizados" pelo nosso "arcebispo" ao passo que a vítima, com efeito, temendo estar falando com o próprio Dom Vicente, ficava com medo de revidar. Ou não.

Ou não porque, certa feita, no fim dos anos 50, num domingo sonolento de sol, final de tarde, um pouco antes das seis, uma voz de mulher ligou para a então recém fundada rádio Guaíba.

— Pronto, boa tarde — disse a senhora — Eu sou a Madre Heloísa e estou ligando aqui da Cúria Metropolitana para informar, com grande tristeza, que o nosso querido arcebispo, Dom Vicente Scherer, acabou de falecer. Se por acaso os senhores desejarem mais detalhes, por obséquio, liguem para o Cônego Pedro Abelardo, número 5923.

Atônito e sob o impacto de receber aquela hercúlea bomba no colo, o redator de plantão foi confirmar o trágico sinistro (perdoem o pleonasmo. ou não). Atendeu o tal Cônego Pedro Abelardo, muito consternado:

— Sim, é vrdade — respondeu o clérigo. — Estamos muito consternados com tamanha infausta. Ele prostrou o seu deradeiro suspiro...

Num átimo de minutos, a Guaíba irrompia o éter com uma edição extraordinária do Corrspondente Renner (saudoso, diga-se de passagem) enquanto os sinos da Cetedral dobravam (a rigor, eram seis da tarde e eles sempre tocam às seis da tarde — ou não).


Uma hora depois, descobriu-se que era um trote, e que o Dom Vicente estava vivão. O então chefe da redação da emissora, Flávio Alcaraz Gomes, e o diretor da Guaíba, Arlindo Pasqualini irromperam do seu dia de folga para acompanharam o desenrolar dos acontecimentos quando ficaram também duplamente surpreeendidos com a tremenda bariga deflagrada pelo Correspondente.

Pasqualini queria triturar o pobre redator que caiu na pegadinha (embora tenha recebido confirmação embora fria, de qualquer forma, indesculpável, mas eram outros tempos românticos e floridos e dourados & isso hoje não acontece mais não é mesmo gnt). Como ia sobrar — e devia sobrar — para alguém, esse alguém foi o repórter.

Nesse meio tempo, durante a noite de domingo e a segunda inteira, a central de telefones da Guaíba foi infestada por trotes de gente ligando para tirar sarro da barrigada da emissora e, com efeito, imitando o jeito de falar de Dom Vicente...


Mas nosso herói não levou aquilo a sério como Pasqualini, que tinha a credibilidade do jornalismo da rádio a zelar. mas como um valor mais alto se "alevanta", como diria Camões, o nosso arcebispo soube da demissão do redator e, numa sublime missão de paz, decidiu ligar para a Guaíba para falar com o "capitão". Scherer queria que eles voltassem atrás, o perdoassem, em nome dos céus, e o reintegrassem à redação.

Dom Vicente liga para a Guaíba. Alguém atende. Ele fala:

— Alóooo, aqui quem fala é o Dom Vicéénte Scherer, eu queria rogaáar ao doutoóóór Pasqualini para que ele voltasse atrás e...

— Ora, vá à merda!

E desligou.

No dia segunte, surpresa: o Dom Vicente apareceu pessoalmente na sede da Caldas Júnior, para tratar do caso. Da entrada até a porta da Guaíba, no segundo andar, foi uma procissão de beija mãos e de "louvado seja Nosso senhor Jesus" até que Pasqualini o recepciona. Os dois se abraçam, o diretor beija a mão de Dom Vicente, que sorri para Pasqualini e dispara:

— Quer dizer que além de me matarem vocééés me ressusitam e ainda me mandam à merda, não é?

Friday, August 20, 2010

Uma taça e um sonho




Meu amigo Parsifal me mandou isso, ontem. Ele é colorado fanático, e tem mais ou menos a minha idade.

Ele me disse: "cara, me lembro quando o Inter foi campeão do Supercampeonato de 2002. Era o primeiro título desde, sei lá, acho que 1998",disse. Aí me falou que saiu com a camisa do clube na rua e ouviu de dois gremistas, na rua (minto, na fila da Biblioteca da PUCRS, ele disse). "Só porque ganharam esse campeonatinho tiraram a camisa do armário".

Quase se botou no autor do gracejo. Mas se segurou. Depois foi o drama do Brasileiro daquele ano, e falou daquele São Caetano e Inter, na última rodada: o Inter precisava de 3 pontos para a vaga na Libertadores e levou 5 em São Caetano do Sul.

O cara adoeceu, tava com o complexo de Vira-Latas incubado. Depois, a duras penas, veio aquele jogo contra o Boca, em 2004. Um desastre em Buenos Aires, a ilusão da reação no jogo de volta. Goleiro do Inter sofreu um gol sintomático, de clube que tem sapo enterrado. Bola bate nas costas dele e entra. Azar de perdedor. Me disse que sempre que saía na rua, um gremista amigo dele inticava: "ão ao ao, só ganha gauchão!".

disse que a saída do jogo era um misto de orgulho por disputar uma parelha numa partida de caráter internacional e de frustração. Ele disse que sacudiu um amigo na frente do Celeiro de Ases, sentpu no meio-fio e chorou lágrimas de esquicho.

"Porra, cara, essa é a nossa diferença deles! Quando a gente tava em baixa, eles aproveitaram e chegaram no topo. Quando eles estão em baixa, o nosso time não sabe aproveitar! É o time do quase mesmo, droga!". E as lágrimas caíam para os lados, como um filme mudo. Era a imagem do palhaço da ópera.

Veio 2005 e e Campeonato Roubrasileiro. E a anulação dos jogos. "pora, mas como pode?", ele dizia, crispado de espanto. Fim do ano, ele, putíssimo, berava: "porra, cara, roubam a gente daquela maneira e essa direção de merda fica comemorando os 30 anos de 75. mas o que é isso? Prêmio de consolação era uma Libertadores. Mas era tanta injustiça que o limão ia virar limonada.

Ia porque o Inter era favorito e perdeu o Gauchão mais ganho de todos os tempos e em casa. Veio a Libertadores e o resto todos sabem. Mas, como dizia o Sinatra, o melhor ainda estava para vir.

Problema era o complexo de vira-latas — diz ele mas, como qualquer torcedor, ele entende que até é uma hipótese plausível. O xis da questão era entender como o clube conseguiu superar o doloroso estigma de ser o time "do quase" e de viver do passado só para elaborar tudo como um ciclo que acabou. É um problema de muitos times, independente da torcida. Nelson Rodrigues tecia inúmeras tesas sobre isso, principalmente quando ninguém imaginava que fosse possível colocar o futebol no divã. O sapo era psicológico.

Mas o engraçado foi ver o cara ontem. Tava todo de vermelho, com uma lata de cerveja, e vivendo numa espécie de transe, de mundo paralelo. Parecia que tinha visto a face de Deus na sarça de fogo e havia descido do monte com as tábuas da Lei. E a sua cabeleira tinha um quê de bíblico, de Moisés de Cecil B. de Mille.

Ele nem acredita. Ninguém acredita, mas tanto faz. só sei que largou o psiquiatra. E o Internacional definitivamente também. É aquela coisa; se a história tem um fim, ela tem que terminar com uma taça e uma volta olímpica. a explicação que fique para os deuses do futebol. "Se a bola bate nas costas do goleiro hoje, ela sai prá escanteio", ri o meu amigo Parsifal. Ele bebia a cerveja com uma sede brutal e ria pelos cotovelos feito um fauno,feito a Laranja Irritante. A cerveja saía pelo nariz dele.


Ah, ele disse que achou o cara que tirava onde dele. O Parsifal olhou para o sujeito de alto a baixo, bateu no distintivo da camiseta e bradou: "ão, ao, ao, só ganha gauchão!!!!!".

Saturday, August 14, 2010

O pinguim do Marcelo


O nosso principal redator é torcedor de um grande time da Capital gaúcha ao mesmo tempo que torce para o crescente alvianil da zona norte, o São José. E sempre que vai para o estádio do Passo D'Areia, o Marcelo tem que fazer paradas estratégicas no decorrer do percurso em bares e similares para poder reabastecer-se. O nível etílico dos integrantes da Redação do Pato Macho é similar ao do álcool farmacêutico, por volta do 96% do volume. Quando o Marcelo faz esse percurso, se exagera na dose, uma coisa bastante comum, costuma a sumir por uns dias. Já aconteceu dele aceitar convite de um padre que estava tomando um pouco de vinho numa cantina e o Marcelo parar no seminário de Viamão para um retiro espiritual. Quando passou o efeito do álcool, o escriba pato-machense se deu conta que vestia um manto marrom com uma corda à cintura e sandálias de couro.
Noutra ocasião, o nosso redator acordou sendo lambido pelas águas achocolatadas do mar tramandaiense. Assim, encontrei o nobre escrivinhador de mão dada com um pinguim w perguntei:
- Ô, Marcelo, o que tu faz com esse galináceo antárctico?
- Não sei bem, encontrei o bicho na avenida Beira-Mar, em Tramandaí no domingo de tarde. Nem sei como fui parar lá, mas se não me engano, estava tomando uma candibrina com um índio charrua no sábado à tarde, ou guarani, não lembro direito, e ele precisava que eu ajudasse a erguer uma paliçada ali perto de Santa Terezinha ou Imbé. Chegando lá ele me deu um cauim para tomar e comecei a ver elefante cor-de-rosa voando. E saí caminhando em direção ao mar para ver se a água gelada curava aquela viagem. Encontrei o Bob Esponja e o Patrick caçando água-viva e o Lula Molusco tocando flauta. Saí caminhando pela beira da praia e atravessei o rio Tramandaí a nado. Adormeci na areia e acordei na manhã do domingo com o sol rachando na minha cara. Vi o pinguim parado ali, me olhando. Como eu achei que ainda o cauim estava fazendo efeito, peguei o bicho pela mão e fui pedir carona na ponte de Tramandaí. Cheguei agora à pouco e não sei o que fazer com o bicho.
- Tchê, mas leva o pinguim pro zoológico! - disse embasbacado com a história que o redator do melhor jornal do sul do Brasil acabara de contar.
Passou uns dias e nada do Marcelo aparecer na redação do Pato Macho.
No outro domingo, ao passar de carro pela avenida Assis Brasil, encontro o Marcelo de mão dada com a ave do polo sul.
- Pô, Marcelo, não levaste o bicho pro zoológico?
- Levei, tchê. Ele gostou muito. Agora tô levando ele para ver um jogo do grande Zequinha. Acho que ele vai gostar.

Imagem do Dia

Friday, August 13, 2010

Pirulito & Sabonete



— Cadê a neve, que a previsão do tempo prometeu?
— Neve, porra? Cadê o aquecimento global??

Wednesday, August 11, 2010

Vários Alemães




Depois que inventaram megastores, feiras de livros (como a Feira do Livro de Porto Alegre) se tornaram coisas tão arcaicas & superestimadas como, por exemplo beber chimarrão (podem achar a coisa mais tr00 cevar mate mas é algo ostensivamente paleolítico). Feira doLivro de Porto Alegre é ou para beber cerveja ou para cruzar. Digo isso porque a maioria delas possui um espaço para leitura que a maioria das bibliotecas do Brasil (que não tem bibliotecas) não tem. ALIÁS, eu já li vários livros nessas megastores. Se o senhor ou a senhora não têm o que fazer & também não têm dinheiro, bote a fatiota & vá ler um livro numa poltrona de megastore. E além do mais, se querem saber,essas super livrarias não foram feitas para vender livros, também, foram para encher de gente sem dinheiro & desocupada folheando revistas, já que ninguém mais compra revista mesmo, e quem compra é doente. Aceitem (entrementes, falaram que a Feira do Livro de Porto Alegre vai acabar. Pelo naipe de patronáveis, é bom que acabe o quanto antes mas enfim isso fica para um próximo post).

Enfim, não era isso o que eu ia dizer aqui. O problema é que existem livros interessantes, a ponto de fazer a gente lê-los. O preço é que ferra tudo. Por exemplo. Sexta eu tava folheando na Edipuc o livro Varig - Eterna Pioneira, do Joelmir Beting. Quase levei (BRINKS não tinha dinheiro nem para o ônibus de volta). E as fotos (mais de 400) são fantásticas. Como eu ia falar com um compadre lá na Universidade e ele ia demorar uma hora para chegar lá, eu simplesmente pedi licença ao pessoal & li o livro lá mesmo. Agora o bom do livro são as fotos. Sempre que eu passo na Edipucrs eu folheio o livro, vejo o Salgado Filho nos 'tempos mais primórdios'. Nada mais bizarro do que ver o Salgado Filho antes de levar o nome, e aquela vista maluca da Igreja São João reluzindo de nova ao fundo...

Divertido mesmo ver aquelas histórias dos primeiros pilotos com voos para Quaraí. Parece com aqueles relatos dos livros do Exupéry. Um dizia que quando o blend de carvão sumia, era porque eles estavam passando São Jerônimo e a Serra, rumo à Campanha. O piloto dizendo que todos eles devem ter um bom fato. Ou se eles sobrevoassem em rasante nas reses em determinado trecho e elas não se assustassem, era porque elas estavam acostumadas e logo, estavam na rota certa. Ah, o empirismo.

Ou quando a cidade parou quando a Varig (que era chamada de Vários Alemães Iludindo Gaúchos rsrs) comprou o primeiro Constellation e criou a rota para Nova Iorque. Depois a era dos jatos nos anos 60, as grandes rotas ao Oriente O auge foi quando eles pegaram as rotas da Panair, na época da Revolução, ali era o APSE, foi quando surgiu aquela campanha publicitária que até hoje a gente vê no You Tube, do tucano de Ray-ban e do jingle de fim-de-ano, nostalgia pura.



Aliás, eu sou do tempo do caviar da Primeira Classe. Meu pai aparecia em casa de viagem com aquela maletinha bege da Varig com aquela comida de plástico ruim de doer dentro. Óbvio que ele não comia aquele rango de terceira, ele não ia na Primeira Classe, ele não era funcionário estatal, bem feito.

Tem a história de que, quando ela faliu, em 2006, provou do mesmo veneno que destilou na Panair. Depois que a Panair foi tirada do ar pelo Governo Militar, a Varig virou praticamente uma estatal por mais de duas décadas, quando foi o auge, em detrimento da falecida. Mais ou menos o que aconteceu com relação à Globo, os Diários Associados, na mesma época. Como dizia Groucho Marx, tudo o que é sólido se espatifa no ar.

O livro é Varig, Eterna Pioneira, do Gianfranco & do Joelmir Beting, Edipucrs. O preço eu fico devendo, mas tá caro, mais de R$ 200 por aí (olha o preço, mesmo que tenha que custar isso mesmo). Azar. Afinal de contas, isso aqui não é resenha de livro, e não é para comprar, é para ir em qualquer megastore e ler de graça, mesmo. Mas na Edipucrs eu garanto que o cafezinho é de graça.



PS: Engraçado é que a Varig era azul, branca e preta, foi fundada por alemães e começou a decair ali por 2004. Engraçado, não é mesmo? Se você não achou engraçado, então você é gremista.

PS: GINGLE é de **der ¬¬

Tuesday, August 10, 2010

Desculpas Esfarrapadas

Se você não quer se submeter ao humor alheio ou a situações constrangedoras/desagradáveis/de risco ou não está em dia com a Funai (ou quer saber A VERDADE POR TRÁS DOS FATOS), eis aqui um valioso guia de desculpas esfarrapadas.


- Sofri uma pequena luxação e não pude sair de casa
- Tô com problemas na ciática, sem chance
- Não foi o quer você havia me dito
- Minha glicose está alta demais
- Minha glicose está baixa demais
- Minha glicose (coloque aqui qualquer coisa relativa á sua glicose)
- Eu apertei a campainha e ninguém atendeu, não vi nenhuma luz acesa e fui embora
- Eu fiz tudinho coimo a senhora mandou, ficou perfeito, mas esqueci em casa
- Meu irmão tem Down e comeu o meu trabalho, professora
- Eu não te esqueci
- Eu não te esqueci, eu estou passando por problemas pessoais
- Eu andei fora de Internet
- Minha Internet é 500k
- Não tenho Internet
- Eu posso, eu sou homem
- E eu por acaso sou guardião do meu irmão (essa foi a primeira, tá na Bíblia)
- Me esqueça, eu sou uma merda
- Eu não sinto por você o que você sente por mim
- Tive que pegar minha avó no Aeroporto
- Lá na loja funcionou
- Já tava tudo assim quando eu entrei em casa
- Eu não posso, eu sou evangélico
- Eu não posso, eu sou adotada
- Eu não sou assim, eu tava bêbado
- Achei que era para a sexta que vem

Aviso aos Navegantes



Essa foto,como vocês pode ver muito bom, é da redação do Pato Macho depois da Copa do Mundo. Pessoal saiu para comprar um fardinho de cerveja e cigarros & não voltou mais. Como já se passou um mês & a vida não pára, tiveram que me chamar da Pinel, lá dos altos da avenida Santana para o mundo, a fim de tirar a camisa de força deste escriba que vos fala, onde ele se encontrava amordaçado, taciturno & ermo de pensamentos em suas planícies de tédio desde fevereiro do ano passado, para retomar o projeto do Pato Macho de escovar a contrapelo às iniquidades da sociedade mundana do Rio Grande intelectualóide, pequeno burguês, limitado, contido, ignorante, colonizado, patrulheiro, agonizante, dogmático, meio século de atraso, etc.

A verdade por trás dos fatos (& vice-versa): nosso editor-chefe (vulgo Nildo Foster Kane) anda muito ocupado cuidando de sua cadeia de jornais aqui no O SUL É MEU PAÍS NOT & sendo muito bem subvencionado para tanto, o que fez com que o Pato Macho, este devezenquandário seminal do jornalismo sul-riograndense, ficasse ACÉFALO. Até que — eis que, com seu melhor & mais insígne (& único) repórter (oi) decidisse dar um GOLPE DE ESTADO no jornal. Agora é a linha dura & quem não marchar direito vai preso pro quartel, fik dik.

Aproveitando que tudo estava nesse clima de fim de festa, às moscas (nem às moscas, porque nem elas tinham o que fazer aqui, afinal, cinco posts em um ano é pior que lanterna do Brasileirão NOT), este que vos fala (eu) instaurei uma personalíssima & sanguinolenta DITADURA no jornal. Agora este escriba, ante o estado das coisas, decidiu concentrar todo o poder deste jornal: Sou o EDITOR, o secretário de redação, o repórter, o contínuo, porteiro, o folhetinista, o tio do cafezinho, o copidesque, o tiozinho da taxação, o editorialista, o colunista social, o foca, o rábula de porta de vestiário de clube de futebol, office-boy, enfim, O ESTADO SOU EU.

Mas enquanto os remédios controlados não acabarem & eu não tiver que voltar para as catacumbas macias & alcolchoadas da avenida Santana, é a vida que segue. & como diria aquele cartola de futebol tri engraçado, vamos mudar não mudando mas, se as coisas parecerem surreais por aqui, culpe os remédios controlados e chame a Pinel q