Tuesday, May 09, 2006
Em tempo
Os gremistas que me perdoem, mas a rapidez com que o Tricolor da Azenha passou do primeiro lugar para a zona de rebaixamento só me faz chegar a uma conclusão: o Grêmio percebeu que estava na liderança da série errada do Brasileirão.
Wednesday, April 19, 2006
As Muletas de Sempre
Às vezes, quando assistimos à TV ou ouvimos declarações de pessoas públicas e políticos em geral, nos vemos cativos de todo o tipo de expressões que servem para dar fleuma na prosa claudicante de quem não tem o que falar. Em outros casos, ouvimos palavras-chave que preenchem evasivamente a retórica esdrúxula na boca quem tenta emprestar qualidade e estilo de improviso a uma afirmação que não quer ser objetiva. São as muletas de sempre, como disse o jornalista Josué Machado. Os vícios de língua, usados solenemente como se algo significassem.
Claro que isso faz parte das contingências da fala e, como não poderia deixar de ser, é parte integrante do que poderíamos chamar de dinâmica da língua. Como se sabe, a palavra gráfica se resguarda de cacoetes lingüísticos e vulgarismos, demonstra mais correção em sua elaboração e tangencia os inevitáveis improvisos. Por outro lado, na língua falada, o contexto extralingüístico toma conta de tudo (e de todos). Por ser espontânea e improvisada, ela sempre faz uso de palavras-curinga, de frases feitas. Até aí, tudo bem. O problema aparece quando essas mesmas muletas viciam de tal forma que acabam vicejando de forma abundante na língua escrita. Exemplos não faltam. Senão, vejamos:
ACORDAR: Hein? Essa virou moda. Acordar. A princípio, significaria firmar ou realizar um acordo. Antigamente, as pessoas firmavam acordos. Hoje elas acordam. Acordam onde? Como? Claro que a expressão pode ser reduzida, mas gera problemas de clareza. “PREFEITO ACORDA COM DMLU”. O que será isso? Acordou com nó nas tripas? Dor na coluna? Canseira? Coitado, ontem ele parecia tão bem!
AMIGO PESSOAL: expressão que demonstra afetividade, ternura, cumplicidade, mas existe algum amigo impessoal? É doença fácil, quando se vê, já está em nosso vocabulário. “Quem, o fulano? Pó, aqui, ó, é meu faixa, amigo pessoal”. “Ele é amigo pessoal do deputado”. Passou e ninguém sentiu. Depois, aparece: “AMIGO PESSOAL DO PRESIDENTE CHEGA HOJE”. Tem até o cognato: “Missícimo”. Amigo pessoal todo mundo tem: são os mesmos amigos de sempre, é possível que sejam pessoais há décadas e não tenham sequer desconfiado. Até aí, não tem problema. Eu quero ver se alguém acha algum amigo impessoal. Eu tenho milhões.
COM TODAS AS LETRAS: Essa aqui não tem deputado que não adore. O assessor parlamentar escreve no discurso, o político fala no plenário, o repórter coloca na citação e o colunista começa a grasnar, com muita seriedade. Recurso de retórica que pretende investir a palavra dada de uma profunda ênfase, quase sempre como um empolado aposto. “O presidente de honra do PLT afirmou, com todas as letras, que aceita a aliança com PBN e PTV”. Quais todas as letras? Costumam faltar palavras suficientes? Qual seria o pretenso limite de palavras para ser enfático. Quem usa todas é mais convincente dos que utilizam apenas as necessárias?
REINA GRANDE EXPECTATIVA: Essa sempre sai da boca de locutores esportivos. “Reina grande expectativa a respeito da escalação do Flamengo para o jogo desta tarde, no Maracanã!”. Reinar é uma expressão fora de moda e a conjugação foi tão desgastada através do tempo que virou exemplo de pernosticismo que os modernos manuais de redação de jornais e emissoras de rádio trataram de expulsá-la da face da terra.
SOCIEDADE CIVIL: Expressão oriunda de dicionários de ciência política, ela está mais ligada ao jargão de sociólogos do que ao seu significado simples. Como ela tem muito efeito em discursos, acaba virando uma conjugação desnecessária. Para quê dizer apenas “sociedade” se eu posso parecer mais empolado e inteligente dizendo “sociedade civil”? A despeito do simples clichê, para um bom entendedor, uma só palavra basta. Os clichês são a doença fértil de nosso falar, como “leque de opções”, “medidas drásticas”, “perda irreparável”, “grata satisfação”, e muitos outros.
VIDA ÚTIL: É de se supor que exista uma vida inútil. Alguma coisa como aquela velha apresentação: “Olá, me chamo Fulano, tenho vinte e dois anos. Na verdade, tenho vinte e oito, mas passei seis anos doente”. Antes, seria preciso saber o que tem vida e o que não tem vida. O que não tem vida tem vida inútil. Façamos um teste: dê um murro no teclado do seu computador. Ele gritou? Então, tem vida inútil.
VONTADE POLÍTICA: Querer ou “vontade de querer” depende de cada um. Se o deputado entende que falta “vontade política por parte do Executivo” para a realização de alguma coisa, já ficaria subentendido que o desinteresse é de “ordem política”. Este é mais um clichê fácil de grudar e que atravessa décadas a fio sem que ninguém se dê conta. Vontade política é alguma vontade superior? Um índio indolente carece de vontade indígena? Existe vontade jurídica? Flamenguista? Pó-de-arroz? Acaciana? Euclidana? Ideológica? Macumbeira?
As muletas são como pragas que aparecem em redações escolares, discursos e na correspondência pessoal. O pior é quando elas são visíveis no texto jornalístico, da mesma maneira como os pecados de concordância nominal e regência verbal infestam a língua escrita, oriundas da fala comum. São expressões que lemos e ouvimos todos os dias. O pecado supremo é ver a sinistra muleta finalmente incorporada em textos de jornais ou revistas na linguagem do próprio repórter ou redator. Se por um lado o texto literário costuma fazer uso do falar comum como recurso de estilo (como nos contos de Alcântara Machado, por exemplo), é claro que, quando aquele que escreve pretende se expressar de maneira objetiva, ela deve observar que, na verdade, essas tais muletas não levam a lugar nenhum. Se as convidamos a se retirar do texto, vemos depois que elas não fazem falta nenhuma.
Claro que isso faz parte das contingências da fala e, como não poderia deixar de ser, é parte integrante do que poderíamos chamar de dinâmica da língua. Como se sabe, a palavra gráfica se resguarda de cacoetes lingüísticos e vulgarismos, demonstra mais correção em sua elaboração e tangencia os inevitáveis improvisos. Por outro lado, na língua falada, o contexto extralingüístico toma conta de tudo (e de todos). Por ser espontânea e improvisada, ela sempre faz uso de palavras-curinga, de frases feitas. Até aí, tudo bem. O problema aparece quando essas mesmas muletas viciam de tal forma que acabam vicejando de forma abundante na língua escrita. Exemplos não faltam. Senão, vejamos:
ACORDAR: Hein? Essa virou moda. Acordar. A princípio, significaria firmar ou realizar um acordo. Antigamente, as pessoas firmavam acordos. Hoje elas acordam. Acordam onde? Como? Claro que a expressão pode ser reduzida, mas gera problemas de clareza. “PREFEITO ACORDA COM DMLU”. O que será isso? Acordou com nó nas tripas? Dor na coluna? Canseira? Coitado, ontem ele parecia tão bem!
AMIGO PESSOAL: expressão que demonstra afetividade, ternura, cumplicidade, mas existe algum amigo impessoal? É doença fácil, quando se vê, já está em nosso vocabulário. “Quem, o fulano? Pó, aqui, ó, é meu faixa, amigo pessoal”. “Ele é amigo pessoal do deputado”. Passou e ninguém sentiu. Depois, aparece: “AMIGO PESSOAL DO PRESIDENTE CHEGA HOJE”. Tem até o cognato: “Missícimo”. Amigo pessoal todo mundo tem: são os mesmos amigos de sempre, é possível que sejam pessoais há décadas e não tenham sequer desconfiado. Até aí, não tem problema. Eu quero ver se alguém acha algum amigo impessoal. Eu tenho milhões.
COM TODAS AS LETRAS: Essa aqui não tem deputado que não adore. O assessor parlamentar escreve no discurso, o político fala no plenário, o repórter coloca na citação e o colunista começa a grasnar, com muita seriedade. Recurso de retórica que pretende investir a palavra dada de uma profunda ênfase, quase sempre como um empolado aposto. “O presidente de honra do PLT afirmou, com todas as letras, que aceita a aliança com PBN e PTV”. Quais todas as letras? Costumam faltar palavras suficientes? Qual seria o pretenso limite de palavras para ser enfático. Quem usa todas é mais convincente dos que utilizam apenas as necessárias?
REINA GRANDE EXPECTATIVA: Essa sempre sai da boca de locutores esportivos. “Reina grande expectativa a respeito da escalação do Flamengo para o jogo desta tarde, no Maracanã!”. Reinar é uma expressão fora de moda e a conjugação foi tão desgastada através do tempo que virou exemplo de pernosticismo que os modernos manuais de redação de jornais e emissoras de rádio trataram de expulsá-la da face da terra.
SOCIEDADE CIVIL: Expressão oriunda de dicionários de ciência política, ela está mais ligada ao jargão de sociólogos do que ao seu significado simples. Como ela tem muito efeito em discursos, acaba virando uma conjugação desnecessária. Para quê dizer apenas “sociedade” se eu posso parecer mais empolado e inteligente dizendo “sociedade civil”? A despeito do simples clichê, para um bom entendedor, uma só palavra basta. Os clichês são a doença fértil de nosso falar, como “leque de opções”, “medidas drásticas”, “perda irreparável”, “grata satisfação”, e muitos outros.
VIDA ÚTIL: É de se supor que exista uma vida inútil. Alguma coisa como aquela velha apresentação: “Olá, me chamo Fulano, tenho vinte e dois anos. Na verdade, tenho vinte e oito, mas passei seis anos doente”. Antes, seria preciso saber o que tem vida e o que não tem vida. O que não tem vida tem vida inútil. Façamos um teste: dê um murro no teclado do seu computador. Ele gritou? Então, tem vida inútil.
VONTADE POLÍTICA: Querer ou “vontade de querer” depende de cada um. Se o deputado entende que falta “vontade política por parte do Executivo” para a realização de alguma coisa, já ficaria subentendido que o desinteresse é de “ordem política”. Este é mais um clichê fácil de grudar e que atravessa décadas a fio sem que ninguém se dê conta. Vontade política é alguma vontade superior? Um índio indolente carece de vontade indígena? Existe vontade jurídica? Flamenguista? Pó-de-arroz? Acaciana? Euclidana? Ideológica? Macumbeira?
As muletas são como pragas que aparecem em redações escolares, discursos e na correspondência pessoal. O pior é quando elas são visíveis no texto jornalístico, da mesma maneira como os pecados de concordância nominal e regência verbal infestam a língua escrita, oriundas da fala comum. São expressões que lemos e ouvimos todos os dias. O pecado supremo é ver a sinistra muleta finalmente incorporada em textos de jornais ou revistas na linguagem do próprio repórter ou redator. Se por um lado o texto literário costuma fazer uso do falar comum como recurso de estilo (como nos contos de Alcântara Machado, por exemplo), é claro que, quando aquele que escreve pretende se expressar de maneira objetiva, ela deve observar que, na verdade, essas tais muletas não levam a lugar nenhum. Se as convidamos a se retirar do texto, vemos depois que elas não fazem falta nenhuma.
Wednesday, April 12, 2006
Reviravolta no caso Judas
Justiça autoriza PF a quebrar sigilo de Iscariotes
ANSA/UPI
A Polícia Federal informou ontem que obteve autorização judicial para devassar as contas do apóstolo Judas Iscariotes, o popular Judas. A denúncia pode envolver negócios excusos do tesureiro de Cristo com a chamada 'República de Ribeirão', no Lago Sul, em Brasília. A decisão foi tomada pela juíza Maria de Fátima Pessoa, da 10ª Vara Federal. Ela acolheu pedido do delegado que conduz inquérito sobre o caso Iscariotes.
A reviravolta no caso surgiu com denúncia da revista Veja dando conta que agora, no século XXI, é revelado que, em 1945, foi encontrado numa caverna do Egito o 'Evangelho de Judas', escrito há 1.700 anos, no qual o Iscariotes é um benemérito que entregou Jesus a pedido do próprio mestre, para libertá-lo de seu corpo mortal. "Isso não pode ficar assim, é um escândalo", diz a juíza.
A solicitação foi apresentada formalmente pela PF após o surgimento do apócrifo Evangelho de Judas, onde o padroeiro dos X-9 faz uma defesa de sua conduta. De acordo com o relato inédito, publicado na Veja, existe forte relação entre Iscariotes em negócios obscuros de Marcos Valério, o suposto apontador do Mensalão. "A suspeita é que os trinta dinheiros se tratam apenas da "ponta do iceberg de um paraíso fiscal em Cayman, controlado pelo apóstolo", garante Pessoa.
ANSA/UPI
A Polícia Federal informou ontem que obteve autorização judicial para devassar as contas do apóstolo Judas Iscariotes, o popular Judas. A denúncia pode envolver negócios excusos do tesureiro de Cristo com a chamada 'República de Ribeirão', no Lago Sul, em Brasília. A decisão foi tomada pela juíza Maria de Fátima Pessoa, da 10ª Vara Federal. Ela acolheu pedido do delegado que conduz inquérito sobre o caso Iscariotes.
A reviravolta no caso surgiu com denúncia da revista Veja dando conta que agora, no século XXI, é revelado que, em 1945, foi encontrado numa caverna do Egito o 'Evangelho de Judas', escrito há 1.700 anos, no qual o Iscariotes é um benemérito que entregou Jesus a pedido do próprio mestre, para libertá-lo de seu corpo mortal. "Isso não pode ficar assim, é um escândalo", diz a juíza.
A solicitação foi apresentada formalmente pela PF após o surgimento do apócrifo Evangelho de Judas, onde o padroeiro dos X-9 faz uma defesa de sua conduta. De acordo com o relato inédito, publicado na Veja, existe forte relação entre Iscariotes em negócios obscuros de Marcos Valério, o suposto apontador do Mensalão. "A suspeita é que os trinta dinheiros se tratam apenas da "ponta do iceberg de um paraíso fiscal em Cayman, controlado pelo apóstolo", garante Pessoa.
Burros mas com estrela
Pirulito e Sabonete homenageados pela Prefeitura
Da redação
Os carismáticos jumentinhos, que ficaram conhecidos por fugirem de sua baia durante rodeio realizado no Parque da Harmonia e irem parar no Olímpico, semana passada, serão hoenageados esta semana, no Salão Nobre da Prefeitura Municipal. Pirulito e Sabonete (ver matéria abaixo) viraram sensação com o título do Grêmio, conquistado em plena casa adversária, no estádio Beira-Riono último domingo.
Os gloriosos jumentinhos serão recebidos em frente à prefeitura pela banda de música da Brigada Militar e por um grupo de cavaleiros dos CTGs da capital. O prefeito tricolor José Fogaça então lhes entregará a chave da cidade.
Eles dedicaram o e ao povo gaúcho. Em seguida, vão percorrer num caminhão do Corpo de Bombeiros por mais de 45min as principais ruas do Centro, atéa chegada, no Largo Fernando Kroeff. Considerados aziagos, à princípio, os amimais provaram que a burrice é apenas equinamente atávica, ao contrátrio de certos treinadores de futebol. "A gente é burro mas tem estrela", garante Pirulito, alfinetando o treinador do Internacional, Abel Braga.
Da redação
Os carismáticos jumentinhos, que ficaram conhecidos por fugirem de sua baia durante rodeio realizado no Parque da Harmonia e irem parar no Olímpico, semana passada, serão hoenageados esta semana, no Salão Nobre da Prefeitura Municipal. Pirulito e Sabonete (ver matéria abaixo) viraram sensação com o título do Grêmio, conquistado em plena casa adversária, no estádio Beira-Riono último domingo.
Os gloriosos jumentinhos serão recebidos em frente à prefeitura pela banda de música da Brigada Militar e por um grupo de cavaleiros dos CTGs da capital. O prefeito tricolor José Fogaça então lhes entregará a chave da cidade.
Eles dedicaram o e ao povo gaúcho. Em seguida, vão percorrer num caminhão do Corpo de Bombeiros por mais de 45min as principais ruas do Centro, atéa chegada, no Largo Fernando Kroeff. Considerados aziagos, à princípio, os amimais provaram que a burrice é apenas equinamente atávica, ao contrátrio de certos treinadores de futebol. "A gente é burro mas tem estrela", garante Pirulito, alfinetando o treinador do Internacional, Abel Braga.
Wednesday, March 29, 2006
Piada Pronta
Investigação
Burros sumidos vão parar no Olímpico
Animais que haviam desaparecido de rodeio na Capital na madrugada de segunda-feira foram encontrados ontem no complexo do Grêmio
Cáren Baldo

Pirulito e Sabonete foram bem tratados
Enquanto o dono da Companhia de Rodeios RS fazia buscas na segunda-feira aos burros Sabonete e Pirulito - sumidos de madrugada da arena onde descansavam, no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, na Capital -, os animais estavam abrigados num local inesperado: o estacionamento do inacabado ginásio David Gusmão, dentro do complexo do Grêmio, no Bairro Azenha.
Bichos estavam assustados
Dois vigias do Olímpico foram os responsáveis por abrigar os bichinhos, atração das crianças durante o Rodeio Cidade de Porto Alegre, na semana passada. Ainda na madrugada de segunda, os burros fugiram - ou foram soltos - e, não se sabe como, acabaram no entorno do Olímpico.
Assustados, se refugiaram no interior do complexo. Os vigias retiveram os animais, com medo de que fossem atropelados.
Segundo o dono, Alcindor Telles, às 5h de ontem, um dos vigias descobriu que os burros pertenciam a ele e ligou para o telefone publicado no Diário Gaúcho.
- Os dois foram bem tratados. Foram alimentados com milho, ração e água - contou Alcindor, que compensou o esforço dos vigias com R$ 100.
Sabonete e Pirulito foram levados de volta ao parque perto das 17h de ontem. Seguranças do Olímpico, porém, não permitiram fotografias.
Superstição na véspera de jogo
O motivo para a restrição, não se sabe ao certo. Mas uma das apostas mais fortes é a superstição de dirigentes do clube. Desconfiados de que a presença dos burros na semana anterior ao primeiro Gre-Nal que definirá o campeão gaúcho de 2006 pode trazer má sorte ao Tricolor, eles teriam preferido não dar destaque ao caso.
( caren.baldo@diariogaucho.com.br )
Burros sumidos vão parar no Olímpico
Animais que haviam desaparecido de rodeio na Capital na madrugada de segunda-feira foram encontrados ontem no complexo do Grêmio
Cáren Baldo
Pirulito e Sabonete foram bem tratados
Enquanto o dono da Companhia de Rodeios RS fazia buscas na segunda-feira aos burros Sabonete e Pirulito - sumidos de madrugada da arena onde descansavam, no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, na Capital -, os animais estavam abrigados num local inesperado: o estacionamento do inacabado ginásio David Gusmão, dentro do complexo do Grêmio, no Bairro Azenha.
Bichos estavam assustados
Dois vigias do Olímpico foram os responsáveis por abrigar os bichinhos, atração das crianças durante o Rodeio Cidade de Porto Alegre, na semana passada. Ainda na madrugada de segunda, os burros fugiram - ou foram soltos - e, não se sabe como, acabaram no entorno do Olímpico.
Assustados, se refugiaram no interior do complexo. Os vigias retiveram os animais, com medo de que fossem atropelados.
Segundo o dono, Alcindor Telles, às 5h de ontem, um dos vigias descobriu que os burros pertenciam a ele e ligou para o telefone publicado no Diário Gaúcho.
- Os dois foram bem tratados. Foram alimentados com milho, ração e água - contou Alcindor, que compensou o esforço dos vigias com R$ 100.
Sabonete e Pirulito foram levados de volta ao parque perto das 17h de ontem. Seguranças do Olímpico, porém, não permitiram fotografias.
Superstição na véspera de jogo
O motivo para a restrição, não se sabe ao certo. Mas uma das apostas mais fortes é a superstição de dirigentes do clube. Desconfiados de que a presença dos burros na semana anterior ao primeiro Gre-Nal que definirá o campeão gaúcho de 2006 pode trazer má sorte ao Tricolor, eles teriam preferido não dar destaque ao caso.
( caren.baldo@diariogaucho.com.br )
Thursday, March 16, 2006
Conspiração?
Extra! Pato Macho desvenda passado de árbitro!
Da redação
Após a partida entre 15 de Novembro e Grêmio, válido pela Segunda fase da Copa do Brasil 2006, um escândalo sem precedentes conseguiu desvirtuar o foco do jogo, vencido pelo clube de Campo Bom, por um a zero. Eis os fatos: o assessor de futebol do Tricolor, Renato Moreira, recebeu um telefonema de respeitável X-9 indicando que o árbitro do embate entre as duas equipes, Francisco Neto, já teria integrado uma torcida organizada de um conhecido clube da capital e teria o apelido de Chico Colorado. ‘É um escândalo. Vamos a fundo nessa investigação. Vamos convocar a CIA, a Interpol, Deus e todo o mundo. Vamos impugnar o jogo', revelou ontem Moreira, após receber a ligação, segundo ele, de fonte segura.
Dada a largada, os incansáveis, incorruptiveis, incompráveis, invendáveis e imprestáveis repórteres do PATO MACHO não se deram por vencidos: decidiram levar essa denúncia a fundo, e chegar ao ponto nevrálgico dessa ruidosa história. Varando insones a madrugada em busca de fatos novos e importantes sobre os fatos e finalmente de posse de documentos ultra-secretos e dossiês, nossa equipe conseguiu desvendar aquilo que pode ser chamado de "o verdadeiro passado sombrio" de Chico Neto (aliás, tem que ter sempre um Chico Neto enrolado em alguma coisa envolvendo futebol), o sumo artífice do escândalo futebolístico que abalou a pacata cidade de Campo Bom.
Eis a pura e límpida verdade: o insuspeito árbitro Fransisco Neto, ou Chico Colorado, como queiram, na verdade não existe, é uma identidade falsa que esconde um homem sanguinolento, frio, sanguinário e calculista. Na verdade, ele se chama Franciscus Coloradus, um satânico ocultista praticante de magia negra, e é membro ativo e praticante da sanguinolenta seita Iluminatti, que tem como objetivo principal produzir as guerras, o pânico e as epidemias necessárias para produzir o Anticristo, que irá derrubar o Papa e subjulgar todas as nações sob seus pés. Chicus estaria comprometido com a sua seita secreta de espalhar o ódio e o terror pelo Vale dos Sinos, de onde se sabe que, em 2021, nascerá, em pleno bairro Canudos, em Novo Hamburgo, aquele que irá trazer o 666 na testa e que confrontará as hostes celestiais de São Miguel no dia do Juízo.
Mais: Fransisco Neto, o inocente e onírico juiz de 15 de Novembro e Grêmio, na verdade é um satânico e sanguinolento representante da Opus Dei no Rio Grande do Sul. De sua base avançada em terras platinas, cuja ordem pretende inflitrar iluminattis nos clubes de futebol, e na Federação Gaúcha, na CBF e exterminar a humanidade através de doenças e hecatombes criadas em laboratório e instituir a Nova Ordem Mundial, que será regida pelo STJD, pela MSI e pela Nike.
Nossa equipe procurou o vice de futebol do Grêmio, Paulo Pelaipe, a fim de repercutir as sanguinolentas revelações mas depois de oito doses de uísque oferecido pela entouràge do 15 de Novembro, ele preferiu não se pronunciar.
Ombro, armas!
Exército ocupa futebol do Rio; ação envolve 120 homens
Da redação
Depois de tomar conta dos morros cariocas, o Exército agora vai ocupar o futebol do Rio de Janeiro. O endêmico problema já estava sendo avaliado desde as participações dos clubes do estado no ano passado. Porém, segundo o Comando Militar do Leste, a situação se tornou ‘ridícula’ e ‘insustentável’. O estopim foi a derrota do Botafogo para o liliputiano Ipatinga, em jogo válido pela Copa do Brasil. O clube da Estrela Solitária perdeu o jogo por quatro a zero. Como se não bastasse isso, o Fogão está na lanterna do grupo D da Taça Rio.
Além do clube de General Severiano, o Vascão também vem amealhando fiascos desde a Guanabara, e seu desvelo à tentativa quixotesca de fazer Romário chegar aos mil gols está levando o time de Eurico Miranda à bancarrota. A eterna dupla Fla-Flu, por exemplo, bóia no grupo C enquanto vê o inexpressivo Cabofriense se manter cada vez mais líder em sua chave.
"A situação é de emergência e de insegurança", diz um torcedor pó-de-arroz, que não quis se identificar. "Não se pode mais sair na rua", diz outro, este do Flamengo, que explica: "fui solenemente ridicularizado por um grupo da organizada do Madureira, quando me viram com o manto sagrado!", reclama.
O clima chegou ao paroxismo de Estado de Sítio: Nenhum dos considerados grandes clubes está entre os sete times que mais pontuaram na competição. Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco estão nas últimas posições da tabela e só estão à frente da já rebaixada Portuguesa, que ocupa a 12ª colocação. "Se continuar assim no Brasileiro, a Copa Rio 2007 vai ser a segundona", resigna-se um otimista torcedor do Fogão.
Com a intervenção militar, mais de 120 homens das Forças Armadas e da Polícia Militar envolvidos na operação mudam de farda: Cada clube grande do Rio vai ser formado por escretes de caserna. Imbuídos do mais verdadeiro espírito de equipe, moral irreretocável, disciplina e principalmente hierarquia, os soldados irão depor suas armas, ocupando novas trincheiras, fardados de camiseta, calção, meias e chuteiras. Tropas de Brasília (DF) e Goiânia (GO) ainda deverão envolver-se na operação. Com carros de som, as tropas pedem a colaboração dos torcedores na operação.
Com relação aos atletas defenestrados de deus respectivos clubes pela intervenção militar, tais como Romário, Sorato, Zinho e outros, todos serão destinados à uma unidade especial para reciclagem pelo Exército, no 57º Batalhão Escola de Infantaria do Rio de Janeiro, quando finalmente serão fardados em verde-oliva e mandados num cargueiro para uma missão sem volta no Haiti, país caribenho que vive em guerra civil. Conforme o porta-voz do CML (Comando Militar do Leste), coronel José Orlando, a ação será depuradora e trará benefícios tanto aos torcedores quanto aos atletas demissionários: "eles vão gostar da viagem e não vão sentir a mudança de ares. Afinal, o Haiti é aqui".
Da redação
Depois de tomar conta dos morros cariocas, o Exército agora vai ocupar o futebol do Rio de Janeiro. O endêmico problema já estava sendo avaliado desde as participações dos clubes do estado no ano passado. Porém, segundo o Comando Militar do Leste, a situação se tornou ‘ridícula’ e ‘insustentável’. O estopim foi a derrota do Botafogo para o liliputiano Ipatinga, em jogo válido pela Copa do Brasil. O clube da Estrela Solitária perdeu o jogo por quatro a zero. Como se não bastasse isso, o Fogão está na lanterna do grupo D da Taça Rio.
Além do clube de General Severiano, o Vascão também vem amealhando fiascos desde a Guanabara, e seu desvelo à tentativa quixotesca de fazer Romário chegar aos mil gols está levando o time de Eurico Miranda à bancarrota. A eterna dupla Fla-Flu, por exemplo, bóia no grupo C enquanto vê o inexpressivo Cabofriense se manter cada vez mais líder em sua chave.
"A situação é de emergência e de insegurança", diz um torcedor pó-de-arroz, que não quis se identificar. "Não se pode mais sair na rua", diz outro, este do Flamengo, que explica: "fui solenemente ridicularizado por um grupo da organizada do Madureira, quando me viram com o manto sagrado!", reclama.
O clima chegou ao paroxismo de Estado de Sítio: Nenhum dos considerados grandes clubes está entre os sete times que mais pontuaram na competição. Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco estão nas últimas posições da tabela e só estão à frente da já rebaixada Portuguesa, que ocupa a 12ª colocação. "Se continuar assim no Brasileiro, a Copa Rio 2007 vai ser a segundona", resigna-se um otimista torcedor do Fogão.
Com a intervenção militar, mais de 120 homens das Forças Armadas e da Polícia Militar envolvidos na operação mudam de farda: Cada clube grande do Rio vai ser formado por escretes de caserna. Imbuídos do mais verdadeiro espírito de equipe, moral irreretocável, disciplina e principalmente hierarquia, os soldados irão depor suas armas, ocupando novas trincheiras, fardados de camiseta, calção, meias e chuteiras. Tropas de Brasília (DF) e Goiânia (GO) ainda deverão envolver-se na operação. Com carros de som, as tropas pedem a colaboração dos torcedores na operação.
Com relação aos atletas defenestrados de deus respectivos clubes pela intervenção militar, tais como Romário, Sorato, Zinho e outros, todos serão destinados à uma unidade especial para reciclagem pelo Exército, no 57º Batalhão Escola de Infantaria do Rio de Janeiro, quando finalmente serão fardados em verde-oliva e mandados num cargueiro para uma missão sem volta no Haiti, país caribenho que vive em guerra civil. Conforme o porta-voz do CML (Comando Militar do Leste), coronel José Orlando, a ação será depuradora e trará benefícios tanto aos torcedores quanto aos atletas demissionários: "eles vão gostar da viagem e não vão sentir a mudança de ares. Afinal, o Haiti é aqui".
Thursday, March 02, 2006
Pato Macho sempre soube...
Está no site Terra que a cerveja ajuda a combater problemas inflamatórios, assim como vinho, chá preto e chá verde. Tirando esses dois últimos, todos os membros deste periódico internético já sabiam há muito os efeitos antiinflamatório desses néctares dos deuses. Existem outras propriedades que ainda não foram descobertas em pesquisas sérias, como essa desenvolvida pela universidade da Aústria. Os mais conhecidos benefícios que o consumidor de cerveja e vinho, principalmente, mas como de toda bebida com teor alcoólico superior a 5°, segundo nossos colaboradores são a superforça, a alegria, o destemor ao perigo, a oratória, entre outras. O Pato Macho se coloca a disposição de outros institutos de pesquisa de campo, desde que a bebida seja de graça.
Thursday, February 16, 2006
Eu, Robô
Seleção
Cafu aproveita atroscopia e dá uma geral
Da redação
O lateral da Seleção Brasileira, Cafu foi para a faca, mas aproveitou para dar um upgrade na carcaça. O atleta foi operado pelo médico do escrete, José Luiz Runco, no Hospital Pasteur, no Rio de Janeiro. Além da operação no joelho, o lateral também realizou duas pequenas cirurgias no nariz e na garganta. Também colocou uma perna direita, pulmões de aço e um tracking na sua visão mecânica. O lateral também ganhou nanelas novas, novos meniscos de alumínio e novos amortecedores. Cafu chegou ao hospital na manhã desta quinta, acompanhado da mulher Regina.
Confiante, o intrépido jogador garantiu que vai se recuperar a tempo de disputar a Copa do Mundo da Alemanha, a quarta da sua carreira. "Vou ser o terror dos ponta-esquerdas na Copa", garante. "Como já era esperado, correu tudo muito bem. O Cafu tem joelho de garoto", disfarçou o médico Runco segundo o site da Confederação Carioca-Paulista Global de Futebol (CCPGF).. O lateral também ganhou nanelas novas, refulgentes meniscos de alumínio e está imbuído de amortecedores.
Cafu aproveita atroscopia e dá uma geral
Da redação
O lateral da Seleção Brasileira, Cafu foi para a faca, mas aproveitou para dar um upgrade na carcaça. O atleta foi operado pelo médico do escrete, José Luiz Runco, no Hospital Pasteur, no Rio de Janeiro. Além da operação no joelho, o lateral também realizou duas pequenas cirurgias no nariz e na garganta. Também colocou uma perna direita, pulmões de aço e um tracking na sua visão mecânica. O lateral também ganhou nanelas novas, novos meniscos de alumínio e novos amortecedores. Cafu chegou ao hospital na manhã desta quinta, acompanhado da mulher Regina.
Confiante, o intrépido jogador garantiu que vai se recuperar a tempo de disputar a Copa do Mundo da Alemanha, a quarta da sua carreira. "Vou ser o terror dos ponta-esquerdas na Copa", garante. "Como já era esperado, correu tudo muito bem. O Cafu tem joelho de garoto", disfarçou o médico Runco segundo o site da Confederação Carioca-Paulista Global de Futebol (CCPGF).. O lateral também ganhou nanelas novas, refulgentes meniscos de alumínio e está imbuído de amortecedores.
Enquete
A ginasta gaúcha Daiane dos Santos decidiu que não vai mais utilizar a canção 'País tropical', de Jorge Benjor, em suas exibições no solo. A exclusão da música, que havia sido escolhida em setembro do ano passado para substituir Brasileirinho, foi motivada pela demora no acordo sobre o direito autoral. A assessoria da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) informou que o impasse atrapalhou os treinamentos com a coreografia e não agradou a comissão técnica.
Na sua opinião, qual deveria ser a música-tema de Daiane?
a) A Lua Me Traiu, da Banda Calypso
b) É o Amor, de Zezé de Camargo e Luciano
c) O Ébrio, de Vicente Celestino
d) Hino do Corínthians Paulista
e) Eu Não Sou Cachorro Não, de Waldick Soriano
f) Tragédia No Fundo do Mar, Originais do Samba
g) I Can't Get No (Satisfaction), Rolling Stones
h) Amor Mafioso, Musical JM
Opine!
Na sua opinião, qual deveria ser a música-tema de Daiane?
a) A Lua Me Traiu, da Banda Calypso
b) É o Amor, de Zezé de Camargo e Luciano
c) O Ébrio, de Vicente Celestino
d) Hino do Corínthians Paulista
e) Eu Não Sou Cachorro Não, de Waldick Soriano
f) Tragédia No Fundo do Mar, Originais do Samba
g) I Can't Get No (Satisfaction), Rolling Stones
h) Amor Mafioso, Musical JM
Opine!
Saturday, February 11, 2006
Classificados PATO MACHO
PROCURA-SE Leão velho, de juba branca, cara de mau, fedorento, mal amado, ranzinza,gagá, sarnento e babão, que fugiu da jaula na última terça. É mal-humorado, pretensioso, descarado, hipócrita, sarcástico e sardônico. Era conhecido por engolir frangos (Gera-gera-Geraldão!) de roldão. Costuma se avançar sobre profissionais de imprensa e tem especial predileção em morder microfones e gravadores e falar muita asneira em coletivas. Quem encontrar o animal, favor entregar, de preferência vivo, na capatazia do Parque Antártica.
Wednesday, February 01, 2006
Onde está Jorge Wagner?
O PATO MACHO fura novamente os jornais de Porto Alegre e descobre o que aconteceu com Jorge Wagner, um misto de ala-lateral-esquerdo-meia-atacante, que abandonou o Internacional na madrugada da terça-feira, 1º de fevereiro de 2006. O repórter do PATO MACHO ,que está sempre de plantão no Aeroporto Salgado Filho esperando pela chegada do craque Rivaldo, viu o jogador colorado nos corredores do aeroporto e perguntou o seu destino. "Estou abandonando o colorado porque não tenho contrato assinado aqui, pois o contrato que tinha era válido até ontem. Mas já acertei com um clube grego e estou indo para lá agora. O nome do clube é Javaitardicos", concluiu o meia-ala-lateral-esquerdo-atacante colorado.
Wednesday, January 25, 2006
De Primeira
Inter Anuncia reforço para Libertadores
O Internacional de Porto Alegre recebeu nesta terça-feira o novo carro maca. O veículo da marca Jacto, modelo VPX-03, foi entregue pelos diretores da empresa Pontes, Isnard Jaquet e Ivo Garibaldi, ao 2º vice-presidente do Inter Mário Sérgio Martins. Os veiculos elétricos Jacto foram desenvolvidos com a maior segurança e conforto para operador e tripulantes , sem emitir ruído e nenhum tipo de poluição.
Conta com um motor de 3,5 hp, alimentado por baterias tracionárias de 36 V 225 A, com autonomia de 8 horas em trabalho contínuo, velocidade máxima programada de 22 Km/h. "Excelente contratação", disse um torcedor, que não quis se identificar. "Pelo menos ele cerca melhor que o Edinho, corre mais que o Perdigão e não entrega jogo que nem o Clemer", entende.
Fonte: www.internacional.com.br
O Internacional de Porto Alegre recebeu nesta terça-feira o novo carro maca. O veículo da marca Jacto, modelo VPX-03, foi entregue pelos diretores da empresa Pontes, Isnard Jaquet e Ivo Garibaldi, ao 2º vice-presidente do Inter Mário Sérgio Martins. Os veiculos elétricos Jacto foram desenvolvidos com a maior segurança e conforto para operador e tripulantes , sem emitir ruído e nenhum tipo de poluição.
Conta com um motor de 3,5 hp, alimentado por baterias tracionárias de 36 V 225 A, com autonomia de 8 horas em trabalho contínuo, velocidade máxima programada de 22 Km/h. "Excelente contratação", disse um torcedor, que não quis se identificar. "Pelo menos ele cerca melhor que o Edinho, corre mais que o Perdigão e não entrega jogo que nem o Clemer", entende.
Fonte: www.internacional.com.br
Saturday, January 21, 2006
O Tempora, O Mores
SESSIM VAI VIRAR COLUNISTA DE POLÍTICA
Da Redação
A moda está pegando. Depois do ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho aceitar o convite de uma rádio de São Paulo para comentar a atuação dos homens do apito durante a Copa da Alemanha, agora é a hora e a vez de Elói Bráz Sessim. O preclaro e eterno ex-prefeito de Cidreira e Tramandaí aceitou convite de um jornal para escrever uma coluna sobre Politica.
Conhecido dos gaúchos, Elói Sessim é famoso por acusações de desvio de dinheiro público e crimes administrativos, como má administração e gestão fraudulenta. O ex-prefeito, que foi detido em São Paulo em maio de2005, quando deixava uma casa de jogos de computadores junto com sua companheira, deixou a cadeia logo depois. Mutatis mutandis, O STJ lhe concedeu liberdade de maneira unânime. Livre, o velho prócer do litoral aceita mais um desafio.
Quando o negócio é dinheiro, Sessim não se faz de rogado: "Eu preciso de dinheiro, eu não vivo sem o mais vil dos metais. Mas também não posso ficar fora do mainstream", diz ele. "Nós, os políticos, sempre farejamos algum tipo de visibilidade". E arrisca; "quem sabe eu não retomo a minha carreira, daqui um ou dois anos?".
A respeito de suas lides como jornalista, ele se explica: "já comprei, digo, contratei um ghost writer para redigir as minhas notas", revela. De agora em diante, é levantar as velas e zarpar". E desafia a concorrência: "eu entendo mais de política do que muito jornalistazinho que escreve por aí", dispara. "E Além do mais, nesse aspecto, eu posso dizer com larga vantagem que desfruto de enorme credibilidade", gaba-se.
Da Redação
A moda está pegando. Depois do ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho aceitar o convite de uma rádio de São Paulo para comentar a atuação dos homens do apito durante a Copa da Alemanha, agora é a hora e a vez de Elói Bráz Sessim. O preclaro e eterno ex-prefeito de Cidreira e Tramandaí aceitou convite de um jornal para escrever uma coluna sobre Politica.
Conhecido dos gaúchos, Elói Sessim é famoso por acusações de desvio de dinheiro público e crimes administrativos, como má administração e gestão fraudulenta. O ex-prefeito, que foi detido em São Paulo em maio de2005, quando deixava uma casa de jogos de computadores junto com sua companheira, deixou a cadeia logo depois. Mutatis mutandis, O STJ lhe concedeu liberdade de maneira unânime. Livre, o velho prócer do litoral aceita mais um desafio.
Quando o negócio é dinheiro, Sessim não se faz de rogado: "Eu preciso de dinheiro, eu não vivo sem o mais vil dos metais. Mas também não posso ficar fora do mainstream", diz ele. "Nós, os políticos, sempre farejamos algum tipo de visibilidade". E arrisca; "quem sabe eu não retomo a minha carreira, daqui um ou dois anos?".
A respeito de suas lides como jornalista, ele se explica: "já comprei, digo, contratei um ghost writer para redigir as minhas notas", revela. De agora em diante, é levantar as velas e zarpar". E desafia a concorrência: "eu entendo mais de política do que muito jornalistazinho que escreve por aí", dispara. "E Além do mais, nesse aspecto, eu posso dizer com larga vantagem que desfruto de enorme credibilidade", gaba-se.
Wednesday, January 18, 2006
Quem não tem colírio...
CONTRA BOLA LARANJA, FGF DISPONIBILIZA VISORES INFRA-VERMELHO
Marcelo Xavier /especial para o PATO MACHO
Devido à inúmeras reclamações advindas de atletas que disputam o Campeonato Gaúcho a respeito da cor laranja da bola utilizada no certame, a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) está importando de Assunción um carregamento de visores infra-vermelho. De última geração, os óculos são anatômicos, parecidos com máscaras de mergulho e, por conta disso, facilmente ajustáveis ao rosto dos jogadores. Segundo o presidente da Federação, Francisco Noveletto, outro motivo apontado para a importação desse tipo de ferramenta é a péssima qualidade dos refletores dos estádios do interior do estado, cuja iluminação é precária, quase de cabaré. "Estamos na vanguarda do futebol", gaba-se o dirigente.
O novo apetrecho, segundo os especialistas, permite que o atleta possa enxergar a bola, na sua cor ocre característica, principalmente com pouca luz ou até luz nenhuma. Contudo, ele não se responsabiliza pelo que os jogadores venham a fazer com a bola, agora que a cor não é mais empecilho. Alguns deles, porém, aprovam a decisão: "eu nem sempre vejo para aonde ela vai quando eu cabeceio mas, pelo menos, agora eu sei de onde ela vem, não é mesmo, minha gente?", explica o centroavante do Grêmio, Marcelo Lipatin. Já um goleiro de um clube da capital, que não quis se identificar, disse que o problema é mais embaixo, ou melhor, mais na frente: "com três beques e zagueiro na sobra, eu tomou gol de qualquer jeito", resigna-se.
Marcelo Xavier /especial para o PATO MACHO
Devido à inúmeras reclamações advindas de atletas que disputam o Campeonato Gaúcho a respeito da cor laranja da bola utilizada no certame, a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) está importando de Assunción um carregamento de visores infra-vermelho. De última geração, os óculos são anatômicos, parecidos com máscaras de mergulho e, por conta disso, facilmente ajustáveis ao rosto dos jogadores. Segundo o presidente da Federação, Francisco Noveletto, outro motivo apontado para a importação desse tipo de ferramenta é a péssima qualidade dos refletores dos estádios do interior do estado, cuja iluminação é precária, quase de cabaré. "Estamos na vanguarda do futebol", gaba-se o dirigente.
O novo apetrecho, segundo os especialistas, permite que o atleta possa enxergar a bola, na sua cor ocre característica, principalmente com pouca luz ou até luz nenhuma. Contudo, ele não se responsabiliza pelo que os jogadores venham a fazer com a bola, agora que a cor não é mais empecilho. Alguns deles, porém, aprovam a decisão: "eu nem sempre vejo para aonde ela vai quando eu cabeceio mas, pelo menos, agora eu sei de onde ela vem, não é mesmo, minha gente?", explica o centroavante do Grêmio, Marcelo Lipatin. Já um goleiro de um clube da capital, que não quis se identificar, disse que o problema é mais embaixo, ou melhor, mais na frente: "com três beques e zagueiro na sobra, eu tomou gol de qualquer jeito", resigna-se.
Sunday, January 15, 2006
Eureca!
De olho nos mil gols, Romário contrata Flamengo de São Valentim
(UPI – ANSA) O centroavante vascaíno Romário, que conta 944 gols em sua artilharia, já encontrou a solução para poder chegar à marca que notabilizou o mineiro Édson arantes do Nascimento, o Pelé: com a ajuda do Vasco da Gama (leia-se: Euricão), ele vai assinar contrato com o grande Flamenguinho de São Valentim. Orundo da cidade de Bento Gonçalves, o clube ficou conhecido no Brasil inteiro por cair de nove em cima do Grêmio Porto-Alegrense, no começo deste mês.
A proposta, encaminhada na última sexta ao clube serrano, da conta de uma cota de R$ 100 por jogo contra o Vasco, a ser dividido entre os onze jogadores, mais estadia paga no Rio de Janeiro. É claro que Romário não vai querer jogar em Bento, por causa do clima: "É isso aí parceiro, a gente prefere ficar aqui no Rio, onde a paisagem é mais motivadora, saca?", diz o atacante.
"Com uma defesa tão vazada, é possível que o Romário chegue aos mil em pelo menos dez partidas", diverte-se Eurico Miranda entre baforadas de charuto cubano. "Além do mais, vai ser divertido golear um time com um nome ridículo desses", dispara o todo poderoso presidente do time da Cruz de Malta, alfinetando o co-irmão da Gávea. Sobre a possibilidade agora viável, de chegar ao milésimo tento, o ‘baixinho’ não esconde a importância do desafio, daqui em diante: "sempre disse que quero chegar aos 1.000 gols, mas quando chegar a hora de parar, eu paro. Minha motivação para continuar jogando são os gols", afirma Romário quando o assunto é a marca histórica.
(UPI – ANSA) O centroavante vascaíno Romário, que conta 944 gols em sua artilharia, já encontrou a solução para poder chegar à marca que notabilizou o mineiro Édson arantes do Nascimento, o Pelé: com a ajuda do Vasco da Gama (leia-se: Euricão), ele vai assinar contrato com o grande Flamenguinho de São Valentim. Orundo da cidade de Bento Gonçalves, o clube ficou conhecido no Brasil inteiro por cair de nove em cima do Grêmio Porto-Alegrense, no começo deste mês.
A proposta, encaminhada na última sexta ao clube serrano, da conta de uma cota de R$ 100 por jogo contra o Vasco, a ser dividido entre os onze jogadores, mais estadia paga no Rio de Janeiro. É claro que Romário não vai querer jogar em Bento, por causa do clima: "É isso aí parceiro, a gente prefere ficar aqui no Rio, onde a paisagem é mais motivadora, saca?", diz o atacante.
"Com uma defesa tão vazada, é possível que o Romário chegue aos mil em pelo menos dez partidas", diverte-se Eurico Miranda entre baforadas de charuto cubano. "Além do mais, vai ser divertido golear um time com um nome ridículo desses", dispara o todo poderoso presidente do time da Cruz de Malta, alfinetando o co-irmão da Gávea. Sobre a possibilidade agora viável, de chegar ao milésimo tento, o ‘baixinho’ não esconde a importância do desafio, daqui em diante: "sempre disse que quero chegar aos 1.000 gols, mas quando chegar a hora de parar, eu paro. Minha motivação para continuar jogando são os gols", afirma Romário quando o assunto é a marca histórica.
Friday, January 13, 2006
Sic Transit
LIMINAR ANULA PRIMEIRA PARTIDA DO PAULISTÃO
São Paulo - O Paulistão 2006 mal começou, mas o Supermo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) já acena com o velho tapetão: o presidente da entidade, Luiz Sveiter deferiu liminar anulando a partida de estréia do certame. Dessa maneira, o jogo realizado na última quarta-feira entre Noroeste e Corinthians Paulista em Bauru foi anulado pelo Tribunal, de maneira irrevogável.
Segundo o texto do documento, a alegação é a de que a grama do estádio do Noroeste estava muito alta, dificultando a entrada da bola no primeiro gol anulado. Além disso, a linha abaixo das metas do goleiro estava mal riscada, possivelmente para beneficiar o time da casa. Também alega-se que os postes das bandeirinhas de escanteio não encontravam-se deacordo com a altura determinada pela FIFA.
De acordo com a asssessoria do STJD, a decisão é pura e eminentemente técnica e o fato do Corinthians, que perdeu o jogo por 1x0, ter sido beneficiado é mera coincidência.
São Paulo - O Paulistão 2006 mal começou, mas o Supermo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) já acena com o velho tapetão: o presidente da entidade, Luiz Sveiter deferiu liminar anulando a partida de estréia do certame. Dessa maneira, o jogo realizado na última quarta-feira entre Noroeste e Corinthians Paulista em Bauru foi anulado pelo Tribunal, de maneira irrevogável.
Segundo o texto do documento, a alegação é a de que a grama do estádio do Noroeste estava muito alta, dificultando a entrada da bola no primeiro gol anulado. Além disso, a linha abaixo das metas do goleiro estava mal riscada, possivelmente para beneficiar o time da casa. Também alega-se que os postes das bandeirinhas de escanteio não encontravam-se deacordo com a altura determinada pela FIFA.
De acordo com a asssessoria do STJD, a decisão é pura e eminentemente técnica e o fato do Corinthians, que perdeu o jogo por 1x0, ter sido beneficiado é mera coincidência.
Saturday, December 31, 2005
Feliz 2006
A equipe do PATO MACHO deseja a todos os seus milhares de leitores, além da tia do cafezinho, nossos colaboradores, anunciantes e prtincipalmente os credores, boas entradas para todo mundo, um Feliz 2006 e que a Seleção Brasileira seja campeã novamente na Alemanha e, de preferência, em cima dos argentinos e de goleada.
Parece mentira mas não é
Maradona atocha é convidado para Nova Bréscia
Nova Bréscia (UPI) – A Sociedade Recreativa e Cultural Tiradentes, responsável pelo famoso Festival da Mentira enviou convite ao vice-presidente do Boca Juniors, Diego Maradona. A decisão surgiu após os membros da entidade bresciense assistirem à uma entrevista coletiva na sua chegada a Buenos Aires, depois de fazer arruaça no Brasil. O ex-camisa dez esteve no Rio de Janeiro para participar do jogo beneficente organizado por Zico na quarta-feira retrasada à noite. Depois de ficar detido toda a quinta-feira no aeroporto fluminense, acusado de desacato à autoridade, o ex-jogador argentino desembarcou à noite em Buenos Aires. E o agravante: garantiu ser inocente.
Maradona se envolveu em ruidosa confusão quando se preparava para voltar para a Argentina. Ele e mais quatro amigos perderam o vôo para Buenos Aires e, segundo a acusação, discutiram com funcionários da empresa aérea, arrombaram duas portas na área de embarque e mandaram os impolutos e eficientes agentes da Polícia Federal tomarem no c*. "Já tínhamos passado pela alfândega e, de repente, um batalhão policiais armados até os dentes, um inclusive tinha um morteiro. De repente, começaram a soltar bombas de efeito moral na gente, depois mandou a gente ficar pelado e nos deixou todos amarrados entre si, nus! Eu não entendi nada. Um deles me disse que estávamos fazendo estragos e eu lhe disse: ‘Estou sentado, não fiz nada’", contou Maradona, na entrevista em Buenos Aires. "Se eu tivesse feito algum estrago, não estaria aqui agora."
Maradona admitiu apenas um erro durante toda a confusão. "Tinha um policial que ficava me apontando a arma o tempo todo e chegou a colocá-la no meu pescoço. Ele passou então a esfregar a arma no meu traseiro. Ali reconheço que me excedi ao lhe dizer: me atira, me atira toda meu amor! Se todos abaixaram a arma e você segue apontando ela para mim... Vai me matar porque perdi o avião?", revelou o argentino, como olho rútilo e o lábio trêmulo. "Foi aí que me autuaram por desacato à autoridade".
Apesar de toda a épica confusão no aeroporto do Rio, onde chegou por volta das 7 horas e só conseguiu sair às 16 horas, o ex-craque revelou que não se arrepende de sua visita ao Brasil. "Isto não estraga tudo de bom que fui fazer lá e não é culpa dos brasileiros, porque há idiotas em todos os lugares, menos na Argrntina", afirmou o astro do futebol argentino.
Se depender da comunidade bresciense, o próximo Festival da Mentira, que vai para a sua décima segunda edição, vai contar com Diego Armando Maradona. "Agora aquele gringo mestruado vai poder explicar essa história cabeluda e certamente com mais riqueza de detalhes", disse um morador de Nova Bréscia, que não quis se identificar.
O convite foi enviado expressamente a "El Pibe" nesta última sexta à Vice-Presidência do Clube Atlético Boca Juniors, mas ainda não obteve resposta.
Nova Bréscia (UPI) – A Sociedade Recreativa e Cultural Tiradentes, responsável pelo famoso Festival da Mentira enviou convite ao vice-presidente do Boca Juniors, Diego Maradona. A decisão surgiu após os membros da entidade bresciense assistirem à uma entrevista coletiva na sua chegada a Buenos Aires, depois de fazer arruaça no Brasil. O ex-camisa dez esteve no Rio de Janeiro para participar do jogo beneficente organizado por Zico na quarta-feira retrasada à noite. Depois de ficar detido toda a quinta-feira no aeroporto fluminense, acusado de desacato à autoridade, o ex-jogador argentino desembarcou à noite em Buenos Aires. E o agravante: garantiu ser inocente.
Maradona se envolveu em ruidosa confusão quando se preparava para voltar para a Argentina. Ele e mais quatro amigos perderam o vôo para Buenos Aires e, segundo a acusação, discutiram com funcionários da empresa aérea, arrombaram duas portas na área de embarque e mandaram os impolutos e eficientes agentes da Polícia Federal tomarem no c*. "Já tínhamos passado pela alfândega e, de repente, um batalhão policiais armados até os dentes, um inclusive tinha um morteiro. De repente, começaram a soltar bombas de efeito moral na gente, depois mandou a gente ficar pelado e nos deixou todos amarrados entre si, nus! Eu não entendi nada. Um deles me disse que estávamos fazendo estragos e eu lhe disse: ‘Estou sentado, não fiz nada’", contou Maradona, na entrevista em Buenos Aires. "Se eu tivesse feito algum estrago, não estaria aqui agora."
Maradona admitiu apenas um erro durante toda a confusão. "Tinha um policial que ficava me apontando a arma o tempo todo e chegou a colocá-la no meu pescoço. Ele passou então a esfregar a arma no meu traseiro. Ali reconheço que me excedi ao lhe dizer: me atira, me atira toda meu amor! Se todos abaixaram a arma e você segue apontando ela para mim... Vai me matar porque perdi o avião?", revelou o argentino, como olho rútilo e o lábio trêmulo. "Foi aí que me autuaram por desacato à autoridade".
Apesar de toda a épica confusão no aeroporto do Rio, onde chegou por volta das 7 horas e só conseguiu sair às 16 horas, o ex-craque revelou que não se arrepende de sua visita ao Brasil. "Isto não estraga tudo de bom que fui fazer lá e não é culpa dos brasileiros, porque há idiotas em todos os lugares, menos na Argrntina", afirmou o astro do futebol argentino.
Se depender da comunidade bresciense, o próximo Festival da Mentira, que vai para a sua décima segunda edição, vai contar com Diego Armando Maradona. "Agora aquele gringo mestruado vai poder explicar essa história cabeluda e certamente com mais riqueza de detalhes", disse um morador de Nova Bréscia, que não quis se identificar.
O convite foi enviado expressamente a "El Pibe" nesta última sexta à Vice-Presidência do Clube Atlético Boca Juniors, mas ainda não obteve resposta.
Thursday, December 29, 2005
Os Homens de Preto
Na crônica O Juiz Ladrão, escrita pelo teatrólogo e jornalista Nelson Rodrigues em 1955, ele se queixava que, em seu tempo, os árbitros de futebol era de uma cava e monótona honestidade. E explicava; "a virtude pode ser muito bonita, mas exala um tédio homicida". Para ele, falta ao virtuoso a feérica variedade do vigarista. Num libelo contra a honestidade que anulava a imodéstia dos canalhas, ele se reportava ao passado, quando juizes eram figuras "elásticas, acrobáticas e aladas", e dotadas de um épico e deslavado caradurismo.
Em matéria de ladroagem, pelo menos no ano de 2005, os saudosistas não têm o que reclamar. Graças a um árbitro apreciador da arte do bookmaker e de um tribunal com uma fauna de gângsters, o apito fez a festa dentro e fora das quatro linhas. Mais por aqui, no Brasileirão, tivemos o amoral e preclaro Edílson Pereira da Silva que, descobriu-se depois, não beijava santinhos quando encerrava cada jogo apitado por ele, mas sim a cartela da Loteria Esportiva — tudo graças a sua salubérrima clarividência, poderia adivinhar o resultado das suas respectivas partidas. Outro, não menos ilustre, Márcio Rezende, que encerrou a carreira com chave de ouro, merece um busto de bronze no Pacaembu.
O problema é que, quando Nelson falava que o passado era melhor, se olharmos em retrospectiva, veremos que, no curso da história, o Campeonato de 2005 foi apenas mais um e Edílson, o rodrigueano homem de preto, se não foi o único, não será também o último.
Para se ter uma idéia de como essa cultura esta arraigada de maneira atávica em nosso futebol, já na decisão do segundo Campeonato Paulista, em 1903, os atletas do derrotado Paulistano, foram peitar o "juiz". Na final do certame do ano seguinte, a final foi apitada pelo próprio presidente da Liga Paulista de Futebol, Armando Prado. Foi ruidosamente apupado, e isso numa época em que sequer era permitido aos torcedores tomar partido de algum time ou soltar alguma palavra de baixo calão. Outro caso notório dos primeiros tempos: Edgard da Silva, que apitava jogo entre Paulistas e Cariocas mandou o grande, o brilhante centromédio vascaíno Fausto (o Maravilha) para o chuveiro quando o seu time perdia por 3 a 1. Quando o Maravilha tentou argumentar, o homem de preto simplesmente levantou a camisa, mostrando a coronha do seu revólver...
Em 1942, os selecionados do Rio Grande do Sul e de São Paulo disputavam a Taça Brasil no Pacaembu. Quando os gaúchos viram que dava para ganhar, resolveram empilhar gols. Carlitos, artilheiro ponta-esquerda do Internacional, marcou o primeiro. Os paulistas empataram. Tesourinha fez o segundo. A Seleção Paulista empata. Quando Carlitos recebe a bola, completamente livre, dribla o arqueiro e marca o tento, o juiz apita: impedimento. O falecido Carlitos (que adorava contar e recontar essa história) tentou discutir. O árbitro puxou-o para um canto, e disse: "aqui, ó, vocês estão pensando que vão ganhar aqui, em pleno Pacaembu? Final entre gaúchos e cariocas não dá borderô, mas entre paulista e carioca, dá!". Resignada, a Seleção Gaúcha perdeu a Semifinal por 4 a 2.
Outra clássica. O Antônio Carlos Saraiva, que nunca foi brilhante no apito, mas entrou para a história do futebol por ser o protagonista do episódio mais patético de todos os tempos. Foi num Corinthans e XV de Jaú, válido pelo Paulistão de 1986. Diante de tanta roubalheira, Dimas, do XV, perdeu a paciência, tirou o cartão vermelho do intrépido Saraiva e o expulsou de campo, em tom irrevogável. Um rodrigueano de estirpe, José de Assis Aragão, ficou famoso pela arbitragem desastrosa na Final do Brasileirão de 1980, que expulsou draconianamente três jogadores do Atlético Mineiro, inclusive o centroavante Reinaldo, acusado de "fazer cera". Não satisfeito, Aragão marcou um golaço contra o Santos, ao apitar o clássico entre Palmeiras e Peixe, aos 47 de segundo tempo. Jorginho chutou a bola para fora dos arcos do gol palmeirense e a jogada não terminou em tiro de meta porque a canela iluminada de Zé de Assis, enganando o goleiro santista, desviou o curso da bola, fazendo a gorduchinha (grande Osmar Santos!!) dormir feliz no fundo das redes. "O jogo termina quando o juiz apita o marca", se conformava o treinador do Verdão, Rubens Minelli...
João Etzel Filho, rodrigueano por excelência, não conseguia sequer ficar vermelho quando o torcida gritava: "la-drão, la-drão!". Mais do que isso, não se importava de receber "mimos" dos dois respectivos adversários, para quem, pelo menos, ajudasse democraticamente ambos. Certa feita, fez o batedor voltar três vezes, até que acertasse o pênalti dentro dos arcos. Contudo, sempre gabou-se de seu desempenho em Colômbia e União Soviética, na Copa de 1962. O resultado? Empate em quatro. "Fui eu quem empatou aquele jogo", recordava-se. Já Mário Vianna, considerado por Nelson Rodrigues como "mais íntegro que um Abrham Lincoln", tinha apenas o defeito de ser um torcedor fanático pela seleção Brasileira. O problema é que ele pertencia aos quadros da FIFA. Quando o juiz inglês Arthur Ellis marcou penalidade contra o Brasil, quando o selecionado enfrentava a potente Hungria de Puskas, na Copa de 1954.
Uma antologia de arbitragens desastrosas não pode ficar sem a citação de Armando Marques. Este sim, o mais rodrigueano de todos. Era famoso por chamar os jogadores pelo primeiro nome e enfiar o dedo em riste quando falava. Só não foi respeitado pelo Enciclopédia, Nílton Santos, que revidou o dedo de seta com uma sonora bofetada, numa partida amistosa entre Corinthians e Botafogo, em 1964. A trapalhada do século, porém, foi na decisão do Paulista de 1973, quando Armando se perdeu nos cálculos e deu o título para o Santos, quando a Portuguesa ainda tinha uma penalidade a seu favor, na decisão por pênaltis. Para diminuir a besteira (para não dizer outra coisa), teve que sagrar os dois times como campeões...
Como se vê, Edílson não foi o elemento ciclotímico: apenas cumpriu a tradição. E as tais "figurinhas elásticas, acrobáticas e aladas"? Continuam pulando muros e galinheiros, para fugir da torcida ululante, que não pode se queixar: afinal, e a Lei do Oeste. O bom e velho juiz ladrão, quem diria, também perdeu a modéstia. Nelson Rodrigues se orgulharia disso tudo.
Em matéria de ladroagem, pelo menos no ano de 2005, os saudosistas não têm o que reclamar. Graças a um árbitro apreciador da arte do bookmaker e de um tribunal com uma fauna de gângsters, o apito fez a festa dentro e fora das quatro linhas. Mais por aqui, no Brasileirão, tivemos o amoral e preclaro Edílson Pereira da Silva que, descobriu-se depois, não beijava santinhos quando encerrava cada jogo apitado por ele, mas sim a cartela da Loteria Esportiva — tudo graças a sua salubérrima clarividência, poderia adivinhar o resultado das suas respectivas partidas. Outro, não menos ilustre, Márcio Rezende, que encerrou a carreira com chave de ouro, merece um busto de bronze no Pacaembu.
O problema é que, quando Nelson falava que o passado era melhor, se olharmos em retrospectiva, veremos que, no curso da história, o Campeonato de 2005 foi apenas mais um e Edílson, o rodrigueano homem de preto, se não foi o único, não será também o último.
Para se ter uma idéia de como essa cultura esta arraigada de maneira atávica em nosso futebol, já na decisão do segundo Campeonato Paulista, em 1903, os atletas do derrotado Paulistano, foram peitar o "juiz". Na final do certame do ano seguinte, a final foi apitada pelo próprio presidente da Liga Paulista de Futebol, Armando Prado. Foi ruidosamente apupado, e isso numa época em que sequer era permitido aos torcedores tomar partido de algum time ou soltar alguma palavra de baixo calão. Outro caso notório dos primeiros tempos: Edgard da Silva, que apitava jogo entre Paulistas e Cariocas mandou o grande, o brilhante centromédio vascaíno Fausto (o Maravilha) para o chuveiro quando o seu time perdia por 3 a 1. Quando o Maravilha tentou argumentar, o homem de preto simplesmente levantou a camisa, mostrando a coronha do seu revólver...
Em 1942, os selecionados do Rio Grande do Sul e de São Paulo disputavam a Taça Brasil no Pacaembu. Quando os gaúchos viram que dava para ganhar, resolveram empilhar gols. Carlitos, artilheiro ponta-esquerda do Internacional, marcou o primeiro. Os paulistas empataram. Tesourinha fez o segundo. A Seleção Paulista empata. Quando Carlitos recebe a bola, completamente livre, dribla o arqueiro e marca o tento, o juiz apita: impedimento. O falecido Carlitos (que adorava contar e recontar essa história) tentou discutir. O árbitro puxou-o para um canto, e disse: "aqui, ó, vocês estão pensando que vão ganhar aqui, em pleno Pacaembu? Final entre gaúchos e cariocas não dá borderô, mas entre paulista e carioca, dá!". Resignada, a Seleção Gaúcha perdeu a Semifinal por 4 a 2.
Outra clássica. O Antônio Carlos Saraiva, que nunca foi brilhante no apito, mas entrou para a história do futebol por ser o protagonista do episódio mais patético de todos os tempos. Foi num Corinthans e XV de Jaú, válido pelo Paulistão de 1986. Diante de tanta roubalheira, Dimas, do XV, perdeu a paciência, tirou o cartão vermelho do intrépido Saraiva e o expulsou de campo, em tom irrevogável. Um rodrigueano de estirpe, José de Assis Aragão, ficou famoso pela arbitragem desastrosa na Final do Brasileirão de 1980, que expulsou draconianamente três jogadores do Atlético Mineiro, inclusive o centroavante Reinaldo, acusado de "fazer cera". Não satisfeito, Aragão marcou um golaço contra o Santos, ao apitar o clássico entre Palmeiras e Peixe, aos 47 de segundo tempo. Jorginho chutou a bola para fora dos arcos do gol palmeirense e a jogada não terminou em tiro de meta porque a canela iluminada de Zé de Assis, enganando o goleiro santista, desviou o curso da bola, fazendo a gorduchinha (grande Osmar Santos!!) dormir feliz no fundo das redes. "O jogo termina quando o juiz apita o marca", se conformava o treinador do Verdão, Rubens Minelli...
João Etzel Filho, rodrigueano por excelência, não conseguia sequer ficar vermelho quando o torcida gritava: "la-drão, la-drão!". Mais do que isso, não se importava de receber "mimos" dos dois respectivos adversários, para quem, pelo menos, ajudasse democraticamente ambos. Certa feita, fez o batedor voltar três vezes, até que acertasse o pênalti dentro dos arcos. Contudo, sempre gabou-se de seu desempenho em Colômbia e União Soviética, na Copa de 1962. O resultado? Empate em quatro. "Fui eu quem empatou aquele jogo", recordava-se. Já Mário Vianna, considerado por Nelson Rodrigues como "mais íntegro que um Abrham Lincoln", tinha apenas o defeito de ser um torcedor fanático pela seleção Brasileira. O problema é que ele pertencia aos quadros da FIFA. Quando o juiz inglês Arthur Ellis marcou penalidade contra o Brasil, quando o selecionado enfrentava a potente Hungria de Puskas, na Copa de 1954.
Uma antologia de arbitragens desastrosas não pode ficar sem a citação de Armando Marques. Este sim, o mais rodrigueano de todos. Era famoso por chamar os jogadores pelo primeiro nome e enfiar o dedo em riste quando falava. Só não foi respeitado pelo Enciclopédia, Nílton Santos, que revidou o dedo de seta com uma sonora bofetada, numa partida amistosa entre Corinthians e Botafogo, em 1964. A trapalhada do século, porém, foi na decisão do Paulista de 1973, quando Armando se perdeu nos cálculos e deu o título para o Santos, quando a Portuguesa ainda tinha uma penalidade a seu favor, na decisão por pênaltis. Para diminuir a besteira (para não dizer outra coisa), teve que sagrar os dois times como campeões...
Como se vê, Edílson não foi o elemento ciclotímico: apenas cumpriu a tradição. E as tais "figurinhas elásticas, acrobáticas e aladas"? Continuam pulando muros e galinheiros, para fugir da torcida ululante, que não pode se queixar: afinal, e a Lei do Oeste. O bom e velho juiz ladrão, quem diria, também perdeu a modéstia. Nelson Rodrigues se orgulharia disso tudo.
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