Wednesday, May 23, 2007

Agora, vai!

Gente & Esportes
INTER CONTRATA MAGAL
Vice de futebol afirma que está atento ao mercado e que a nova contratação tem um belo rebolado

" Me chama que eu vou..."

Saul Lisboa/Pato Macho
O Internacional apresentou o volante Magal nesta quarta-feira, novo reforço da equipe para a seqüência da temporada. O jogador, 26 anos, estava no Guaratinguetá, clube pelo qual atuou no último Campeonato Paulista.

Magal já teve passagens por clubes como Taquaritinga, América-RN, São Bento, Ponte Preta, Sertãozinho, Juventude e o Cassino do Chacrinha.

"É um jogador de boa qualidade técnica e marcação. Atua também como lateral. Também tem um rebolado muito sensual", afirmou o vice-presidente de futebol colorado, Giovanni Luigi.

O dirigente aguarda ainda as confirmações das contratações do volante Magrão e do lateral-esquerdo Júnior. Magrão admitiu a amigos que está acertado com o Inter, faltando apenas concultar a sogra e a patroa.

Friday, May 18, 2007

Piada Pronta 2

Inacreditável!
PRÍNCIPE ANDREW CONDECORA OS BRITOS
Banda recebeu prêmio por "divulgar a Cultura Inglesa"

Atropela eles, Fusca!


ANSA - Desta vez quem fumou baseado foi o príncipe. Conhecem a banda Os Britos, formada pelos integrantes do Barão Vermelho Rodrigo Santos (guitarra, voz) e Guto Goffi (bateria), pelo Kid Abelha George Israel (guitarra e voz) e pelo produtor Nani Dias (guitarra, voz)? Pois a banda foi agradaciada com um "prêmio especial por divulgar o Reino Unido através da música", uma inacreditável homenagem entregue pelo Príncipe Andrew, vulgo Duque de York, que visita o Brasil.

A entrega aconteceu na inauguração do auditório da Cultura Inglesa, no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo. Como se não bastasse, Os Britos tocaram dois sucessos dos Beatles para a jovem majestade, "I feel fine" e "Slow Down".

Com apoio do Visita Britain, eles foram cicerones de uma excursão em outubro do ano passado que levou brasileiros aos locais mais importantes de bandas de rock britânicas na Inglaterra e voltaram a tocar no Cavern Club. E preparem os seus tapa-ouvidos: atualmente os Britos preparam um disco com repertório próprio e inédito.

Thursday, May 17, 2007

Piada Pronta

Copa do Brasil
Irritado com arbitragem, Dimba pede ajuda ao "FMI"


Socorro, seu De Rato!

"O que aconteceu aqui é caso de Polícia Federal, de FMI, voltar pênalti porque torcida está gritando é brincadeira", protestou Dimba, querendo se referir ao FBI, a polícia federal dos Estados Unidos.

No lance, o goleiro Guto defendeu o pênalti cobrado por Carlos Alberto, mas o árbitro disse que o camisa 1 teria se adiantado. Na segunda cobrança, o meia fez o gol que selou a vitória por 4 a 2 e gerou a revolta de Dimba.

O Brasiliense recebe o Fluminense na partida de volta da Copa do Brasil na próxima quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), em Taguatinga.

Wednesday, May 16, 2007

Bicudo & Penacho


"E agora, Penacho, o que vai ser do Grêmio?"
"Vamos chamar o Papa para benzer o Olímpico, Bicudo. Só com milagre."

Skavuska!

"Eu era 1º bailarino do Bolshoi."
"Sei, Nega. E eu era a namorada do Rambo."

Nova onda de frio toma conta do Estado

Leve seu cãozinho para urinar, mas não o esqueça na rua.

Fim do futebol de botões


Com a nova tecnologia, acho que perde a graça...

Aprendizado


Enquanto mantemos as mãos ocupadas nos teclados dos computadores, nossos filhos nos alimentam. Mais um dia na Redação de O Pato é Macho.

Comemora o River...


... "aqui jaz mais um xineize"

Gatinho da Redação

No pires não há leite, só vinho...

Acunpuntura radical


"Só dói quando rio"

Sunday, May 13, 2007

Habemus multa

Geral
PAPA É PEGO SEM CINTO E PAPAMÓVEL É RETIDO
Bento XVI foi flagrado infringindo leis de trânsito e pode perder de cinco a dezessete pontos na carteira


Ratzinger

UPI - A Polícia de São Paulo prendeu na manhã de hoje, dia 12, o Papa Bento XVI, (78), por infringir a Lei de Trânsito brasileira.

Também conhecido como Ratzinger, residente na Itália (mais precisamente no Estado do Vaticano) o Santo Padre foi pego por volta das 10h25 pilotando o seu Papamóvel sem o cinto de segurança. Além disso, um guarda testemunhou que o infrator fazia gestos para a multidão enquanto esgeueirava-se para fora da janela, atrapalhando o tráfego.

“Eu fui falar com o cidadão e ele respondia de um jeito meio estranho, com um Português trêmulo e arrevesado”, disse Florindo da Silva, guarda de trânsito. Desconfiado de que Bento estivesse embriagado, a Polcia decidiu exigir o teste do bafômetro, que deu positivo. Foi detectado o equivalente a duas taças de vinho. Muito nervoso, XVI revelou que foi durante a Missa, na hora da Eucaristia, mas a explicação não convenceu os guardas, que o levaram para Área Judiciária, autuado por suspeita de embriaguez e direção perigosa. O Papamóvel também foi guinchado.

Além disso, os policiais notaram que Ratzinger não observou as regras do rodízio de veículos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) no Centro Expandido da capital paulista, pois a sua placa era final 1, e só eram, permitidos com funal 2 - fato que complicou mais ainda a situação de Sua Santidade.

Na falta do uso do cinto de segurança, o condutor ou algum passageiro flagrado poderá sofrer as medidas administrativas previstas: retido até a regularização (até que todos coloquem o cinto de segurança) e multa de R$ 127,69 e 5 pontos na carteira de habilitação do motorista. Os veículos irregulares serão retidos até a regularização e estarão sujeitos às penalidades previstas em lei.

Friday, May 11, 2007

Deixa, Blatter!

Deus Existe
ANA PAULA OLIVEIRA ACEITA SAIR PELADA!
Em declaração à Playboy, a bandeirinha revelou que só depende da FIFA


Que pedaço de mau caminho, heinhô Batista?

Agora é oficial: Ana Paula Oliveira, a bandeirinha mais gostosa do Brasil, e cuja beleza faz o misérrimo dos entes esquecer até a regra do impedimento anunciou que aceita sair peladona na Playboy. Tudo depende da nossa querida FIFA, que deve dar o aval. Como a nossa suprema rainha do offside teme sofrer retaliação da entidade maior do futebol mundial se bater o martelo sem consultar a Federação e perder a chance de pleitear uma possível participação da próxima Copa do Mundo, ela não pretende interromper a sua carreira tão cedo. Nas 20 perguntas da Playboy, ela lascou: “se vocês conseguiram o aval da Fifa assinado, a gente conversa”. O problema - e põe problema nisso - é que tanto ela quanto todo mundo acredita que é mais fácil pedir para que o Papa Bento XVI decrete o fim do celibato dos padres do que para o preclaro presidente da FIFA, Joseph Blatter, permita o ensaio, (embora a gente também ache que ele não seria tão malvado aponto de dizer não.

Para tanto, a partir de agora, o PATO MACHO criou a ORIGINAL campanha PELO AMOR DE DEUS, DEIXA, BLATTER! Através de um abaixo assinado, vamos recolher assinaturas de fãs ardorosos da Ana Paula de Oliveira para que o grande, o espetacular, o genial, o inefável tiozinho da Federação magna do futebol abra o seu coração e marque esse golaço para a gente. Depois, é só esperar que, na próxima edição, a Playboy faça um ensaio decente, de preferência para maiores de 18 anos...

DEIXA BLATTER!!!!!!!!!!!!!

Monday, May 07, 2007

Pé de Valsa

Gauchão 2007
IVO WORTMANN VAI PARA A 'DANÇA DOS FAMOSOS'
A disputa está cada vez mais acirrada na “Dança dos Famosos 4”! Agora não tem prá ninguém. Ivo Wortmann vai passar um paninho em todo mundo! Entre um ensaio e outro no ritmo da lambada tricolor, o treinador da Filial deu uma entrevista exclusiva ao PATO MACHO.



Ivo


P: E aí, Ivo, como foi dançar lambada no Olímpico?
Ivo: Complicado. Mas a vida é para isso mesmo, a gente está aqui prá isso, é sempre uma experência a mais para somar.

P: Foi difícil no começo, e depois embalou?
Claro, depois foi mais fácil, na verdade, eu já estou acostumado.

P: Acostumado?
Claro, o pessoal brinca que é filial, e fazer o que mesmo, né...

P: Filial?
É, mas vamos voltar ao assunto, onde eu estava mesmo?

Thursday, May 03, 2007

Salto alto

Uso proibido no Olímpico nos próximos jogos.

Desculpa esfarrapada


"Pô, seu juiz, eu fui na bola. Peguei só de raspão."

Não aperta!


Questão de equilíbrio


Ou como uma coisa tão pequena pode suportar uma coisa tão grande.

Na Redação de O Pato Macho


Aos visitantes, o nosso sofá da recepção.

Trabalho feminino?


É levinho, levinho...

A hora do touro


Massagem relaxante


Mas não dá para abrir os olhos

Carro anti-sogra


Que perigo!

Ainda bem que não é perto de casa.

Aprovado!


"Agora que tu sabes escapar do fogo inimigo, vamos para o curso de homem-bomba."

Entrando de cabeça


Achei o fundo!

Festa na redação de O Pato Macho


As garrafas ficam retas, os redatores nem tanto.

Erro de cálculo


Mas eu só tenho 1,75 m...

Isso anda?


É para beber e não para comer!


Alguém aí avisa o cara, pelo amor de deus!

Tomando no bico


Thursday, April 26, 2007

Ou será que este é mais louco que o debaixo?

Ou mais sádico, mas com certeza é mais pobre.

Mãe, tô lindo!


Esse cara não deve ter espelho em casa.

Laptop afegão


Ou é um burro tecnológico?

É meu, é meu!


Não pense que isso é um canguru, é um cão australiano.

Wednesday, April 25, 2007

Aviário completo


Agora a Granja colorada está completa. Com a chegado do Gallo, o Internacional está com pato, perdigão e os frangos do Clemer.

Kuki Eterno

Esportes
TIMBU IMORTAL
Náutico faz o limão uma limonada e lança o DVD A Batalha dos Aflitos 2


O Inacreditável e controverso DVD

Marketing pouco é bobagem. Enquanto o treinador do São Caetano, Dorval Júnior, apresentava aos seus jogadores o vídeo "Inacreditável", que relata os bastidores do fatídico embate entre Náutico e Grêmio, valido pelas finais da gloriosa Segundona de 2005, os dirigentes do Timbu lençavam o "day after" da ascenção tricolor.

"Batalha dos Aflitos 2 - A volta por cima." Este é o nome do DVD que mostra como o Náutico conseguiu sair de uma tragédia sem precedentes no mais de um século de história do clube ao perder em casa para o Grêmio, jogando fora a chance de subir para a Série A em 2005. No fatídico dia, o time desperdiçou um pênalti com o Tricolor jogando com apenas sete jogadores aos 35 minutos do segundo tempo. Um ano depois, no mesmo estádio, a mesma torcida que antes rasgou bandeiras, camisas e queimou suas carteiras de sócio comemorava a volta à elite do futebol nacional.

Na partida transformada em vídeo pelo Grêmio (e que, pasmem, chegoua entrar em circuito de cinemas), o time desperdiçou um pênalti com o clube gaúcho jogando com apenas sete jogadores aos 35 minutos do segundo tempo. Ou seja, depois de ver o meia ânderson fazer o gol da vitória azul enquanto os jogadores alvirrubros assistiam à cena imóveis como a mulher de Ló, o glorioso Timbu fez do limão uma limonada.

Um ano depois, no mesmo estádio, a mesma torcida que antes rasgou bandeiras, camisas e queimou suas carteiras de sócio comemorava a volta à elite do futebol nacional. Tragédia pouca é bobagem.

Deu no Globo Esporte: "A "avant première" acontece na próxima terça-feira, em duas salas dos Cines Rosa e Silva do ETC Center, em Recife, em um evento para mais ou menos (????) 200 torcedores e 60 convidados. As sessões acontecem às 20h45 e às 21h. Os torcedores que quiserem ir ao evento poderão comprar o ingresso no clube e, na saída da exibição, receberão o DVD. Dirigido por Carlos Renato e Teta Barbosa, o documentário tem duração de uma hora e conta a trajetória do Timbu na temporada 2006, começando com a derrota para o Grêmio um ano antes".

A escolha do nome, que dá a impressão de ter acontecido uma segunda batalha, um jogo específico, a tal parte II (a missão), na verdade teve inspiração no DVD do Grêmio, com o acréscimo do “A volta por cima”. O jogo que trouxe o Náutico à Série A foi contra o Ituano.


Isso sem falar que Náutico e Grêmio se encontram este ano em duas partidas, válidas pelo Campeonato Brasileiro.

Saturday, April 21, 2007

Abel e o leão


Hein, meu filho?

O repórter novato apareceu no Beira-Rio para fazer setor. Ao adentrar o estádio, se deparou com uma cena dantesca: meia dúzia de ambulâncias e rabecas do IML estacionadas na saída do vestiário. Um surreal e cinematográfico entra e sai de populacho, macas com corpos e mais corpos saíam porta afora. Atônito, ele chega perto de outro setorsta e pergunta, hirto:

- Mas o que é isso que está acontecendo aqui, meu Deus?

- Não soube?

- Não.

- Um leão de circo fugiu e foi parar aqui no Beira-Rio - explicou o jornalista. - entrou no estádio e começou a carnificina.


- Nossa! - murmurou o atônito foca. - E depois?

- O bicho entrou no vestiário e devorou o vice de futebol. Depois atacou o diretor de futebol, o médico, uns sete conselheiros, mais dois aspones, o treinador, o motivador - aquele tal de Evandro não sei o quê - mais uns dois supervisores...

- Nossa! - assustou-se o moço. - E ninguém percebeu o ataque do desgramado do leão?

- Não - respondeu o setorista, com ar misterioso. - Só perceberam que havia algo de estranho quando deram falta da tia do cafezinho.

Friday, April 20, 2007

Thursday, April 12, 2007

Buscando uma cerveja no bar


Um dos redatores de o Pato Macho volta do bar com algumas cervejas e não perde tempo

O carro de Rubinho



Mecânico dá os últimos retoques na Honda de Rubinho antes do treino para o GP do Bahrein.

Tuesday, April 10, 2007

Ajudem o Michael


O coitado não tem mais dinheiro para pagar suas cirurgias plásticas e está vendendo suas bugigangas.

Pancada!

Desculpa aí, acho que exagerei na força...

É para lavar as mãos...


Não vai fazer bobagem!

A verdadeira Bifrost


Pato Macho encontrou o verdadeiro caminho para Asgard. A Bifrost fica na China, na cidade de Hargin, província de Heilongjiang. Alguém se habilita?

Thursday, March 08, 2007

Sonho de consumo

Americano inventa geladeira que arremessa cervejas
Um engenheiro da Carolina do Norte, nos EUA, inventou uma geladeira que arremessa latas de cerveja até o sofá. O aparelho é ativado com um toque no controle remoto. John Cornwell, 22 anos, desenvolveu o projeto para manter o estilo de vida do tempo de faculdade.
"Concebi o projeto logo ao sair da universidade. Senti falta do antigo estilo de vida, eu não queria mudar", assinalou Cornwell, que se formou em maio de 2006. Ele gastou um total de US$ 400 (cerca de R$ 850) para modificar um refrigerador com capacidade para 10 latas.
O funcionamento do equipamento é bem sofisticado. Um elevador retira as latas através de um furo no topo do refrigrador e as coloca em uma pequena catapulta. Um segundo toque no controle remoto aciona o lançamento, que pode chegar a seis metros.
Cornwell adverte, porém, que é bom que o usuário tenha "mãos macias" para aparar a cerveja, ou tomará um banho de espuma ao abrir a lata.
Saiu no Terra

Sunday, March 04, 2007

Lula, sobre o filme A Marcha dos Pingüins


"Ser pingüim é muito difícil, é mais fácil ser gente"
"O dia em que eu encontrar o cara que fez [Jacquet], vou dar um beijo nele"

George Lucas apaixonado



Tem que se dar os parabéns para este cineasta.

Saturday, March 03, 2007

Projetos do Clô, o deputado social


Criação do dia do Colunista Social – 24/01
Criação do dia do Costureiro – 24/02
Criação do dia do Cabeleireiro – 24/03
Criação do dia do Decorador de Interiores – 24/04
Criação do dia do Carnavalesco – 24/05
Criação do dia da Drag Queen – 24/06
Criação do dia do Apresentador de Programas de fofocas – 24/07
Criação do dia do Estilista de Moda – 24/08
Criação do dia do Maquiador – 24/09
Criação do dia do Professor de Artes – 24/10
Criação do dia do Enfermeiro – 24/11
Criação do dia das Dubladoras da Madonna 24/12

Friday, January 19, 2007

Craques em 90 minutos

Cocada, Etcheverry, Bujica, Fabiano Souza, Jurandir, Revétria, Basílio, o que esses jogadores de futebol têm em comum? A rigor, são aqueles boleiros chamados de craques de um jogo só. Sabe aquele atleta do seu time do coração que, ao contrário dos grandes nomes entronizados em trajetórias marcantes e em campanhas inesquecíveis, deixaram a sua marca registrada em uma única e escassa partida?

Antes que chovam e-mails à redação, eu vos adianto que naturalmente não me refiro àqueles que tenham resumido a sua gloriosa participação em determinado clube a apenas uma partida — os obscuros e meteóricos. Claro que esses existem (é claro, é claro). Mas me refiro também aos que, necessariamente, têm os seus nomes evocados em alguma mesa de bar ou numa roda de conversa nas arquibancadas da vida.

Essa idéia me veio à mente quando estava assistindo à série Jogos Para Sempre, da Sportv. No turbilhão de reprises do fim de ano, e sem ter muito o que ver na tevê, eu assisti a todas as reprises do emblemático Vasco X Flamengo de 1978, o jogo do gol de cabeça do Rondinelli. Ficou revocando em algum canto até que, olhando em comunidades de futebol na Internet, encontrei um tópico onde se discutia justamente isso. A lista é tão vasta quanto controversa - até porque vai desde gente obscura a grandes vultos da bola.

Como no citado jogo do Rondinelli, o Rei da Raça que, nos 41 minutos do segundo tempo deixou a sentinela da zaga rubro-negra para balançar as redes para matar o Leão em pleno Maracanã. Outro caso clássico é o Basílio, naquele Corínthians e Ponte, no Paulistão de 1977. Outro: o eterno Cocada, que em outro Vasco e Flamengo, entrou no lugar de Vivinho e, suplantando até os oráculos, e faria o gol do bi-carioca, em 1988, para ser expulso logo em seguida...

Um caso recente e menos célebre: o centroavante Souza (artilheiro de 2006 no Goiás, hoje no Flamengo), de apagada passagem pelo Inter de Porto Alegre. Virou ídolo de um jogo só ao fazer os dois gols (num total de três em sua campanha no clube gaúcho) da vitória sobre o XV de Novembro de Campo Bom, dando o Tetra ao colorado e virando até página de livro.

Pelo menos, nesses quatro casos, mesmo que a história dos três tivesse acabado ali, já haviam feito mais do que o suficiente.

Na comunidade Futebol Alternativo, do Orkut, apareceram muitos outros: os dois gols de Etcheverry contra a Seleção; Josimar e seu canhão, na Copa de 1986. Kanu, nas Olimpíadas de Atlanta; Sorato, na final de 1989 contra o São Paulo, Clayson Rato, que empatou Santa Cruz e Sport, e deu o título ao rubro-negro, em 2003; Aílton Boca-de-cinzeiro, na final do Brasileirão de 1996, defendendo o Grêmio; Fabiano Souza, que foi o spalla da goleada de 5X2 imposta pelo Inter no Grenal de 1997; Marcelinho, que estourou no Grêmio dos aspirantes para os titulares, impondo sonora goleada sobre o Serc Chapadão, em 2004 para sumir no São Caetano, um ano depois.

Há ainda os casos dos famosos carrascos do Brasil: o ponta-direita Ghiggia, o fratricida do Maracanazo e Paolo Rossi, o maldito facínora do estádio Sarriá, destruidor de uma geração de torcedores (deixa prá lá...). Ambos de triste lembrança.

Não poderia esquecer de Chico Spina. Quem se lembra dele, a não ser as testemunhas daquela semifinal do Brasileirão de 1979? O Inter ia jogar com o Vasco no Maracanã. Estava chovendo e o Valdomiro estava vinha de lesão de uma desgastante partida contra o Cruzeiro, em Minas: não tinha como jogar. Para piorar, o Falcão, que era o pièce de resistance daquele time, também se lesionou, justamente na semifinal. Aconteceu que o Inter ia entrar em campo com o Chico Spina (ex-Grêmio aspirantes e Cruzeiro de Porto Alegre) com a gloriosa 7 de Valdomiro e o Valdir Lima com a 5. A torcida murchou. Acabava ali o sonho do tri.

Mas eis que brilhou a estrela do Chico Spina, e em duas bolas enfiadas, ele matou o Leão (ele mesmo, eheh) e o Inter levou a vantagem para o Beira-Rio. Lá, o Inter conseguiu fazer 2 X1, mesmo com um frangaço do Benitez. Diz-se, à boca pequena, que havia batuque na história. Mas como (diz-se) o Vasco havia feito o mesmo, ficou o dito pelo não dito.

Outro caso clássico: o volante reserva do Grêmio, Jurandir, naquele Grenal de 1980 que foi escalado apenas para marcar o Falcão. Acredito que a maioria dos torcedores tricolores (principalmente nos da geração anos 90, que se lembram de Arce, Rivarola, Paulo Nunes, Carlos Miguel, Dinho e Goiano) nem sabem do que eu estou falando.

A história foi mais ou menos a seguinte: aconteceu que, naquele jogo, o Falcão simplesmente não viu a cor da bola, o Jurandir anulou o volante colorado, que sofria impiedosa e violenta marcação até para entrar e sair do túnel. O Jair e o Bereta reclamavam: “avança, alemão, toca a bola!!” E o Falcão: não consigo, o Jurandir não deixa! Aí o jogo ficou conhecido pelos antigos como o Grenal do Jurandir. Depois ele entrou em alguns jogos e nunca mais ouvi falar dele. Mas sempre que se fala do marcador gremista é para falar desse clássico. Alguém aí sabe que fim ele levou?

E vocês, meus quatro leitores, se lembra de mais algum craque de um jogo só?

Tuesday, January 09, 2007

As águas não vão rolar

Gauchão
GPS vai controlar a 'turma do funil'
Preparador físico Flávio Trevisan usa tecnologia de última geração na pré-temporada do Grêmio, em Bento Gonçalves



A alta tecnologia vai ajudar o Grêmio a manter os seus pupilos longe de boates, cervejarias, cabarés, lupanares e demais bas-fonds do interior da Capital. O treinador Mano Menezes aprovou a utilização de receptores e transmissores do GPS (Global Positioning System) em seus atletas. O revolucionário sistema de posicionamento via satélite permite aferir todos os movimentos de seus jogadores fora das quatro linhas.

É o mesmo princípio utilizado no rastreamento dos automóveis. Com os aparelhos adapatados, agora será possível se alguém resolveu pular o muro para tomar um goró na Nilo, curtir um pagodezinho na Lima e Silva, ou então experimentar um fast-food na Farrapos.

A cada segunda, cada um tem avaliada sua resposta ao aparelho. Os dados servem de parâmetro para que se avalie o rendimento dos jogadores dentro de campo. O treinador gremista entende que o GPS pode revelar dados importantes sobre o estado 'anímico'de seus intrépidos comandados: "tem muito jogador por aí que tem bola no corpo mas gasta tudo na gafieira", diz Mano menezes, não querendo generalizar, e já generalizando. "Depois, eles não rendem nada em campo e passam por pernas de pau", analisa.

Para não constranger o já apavorado grupo, o trabalho será realizado via amostragem, como exame anti-doping. Após cada partida no Olímpico, dois jogadores terão seus deslocamentos monitorados através de um equipamento instalado numa das cabines do estádio. Cada trecho percorrido é registrado através de um movimento do mouse do computador.

Um dos descontentes com a nova medida adotada pela direção gremista é o recém-contratado coentroavante Tuta. segundo ele, não dá nada sair à noite porque, afinal de contas, é uma cultura institucionalizada e respeitada em, grandes centros, como o Rio de Janeiro. "Lá é uma beleza, já é prainha de manhã, uma siesta depois do almoço e uma baladinha na noite, o que há de mal nisso?", protesta. Para o camisa 9 tricolor, a medida é exagerada:

- Afinal de contas, sair não quer dizer que eu vá encher a cara. Vocês, jornalistas, sabem muito bem que tem muita gente fina por aí que adora uma tele-entrega, revela.

O trabalho vai ser intenso a partir da semana que vem, quando a delegação retornará para Porto Alegre. Resta apenas saber em que parte do corpo dos jogadores o aparelho de GPS será instalado.

Tuesday, January 02, 2007

Eureca

Futebol
Arqueólogos descobrem ruínas de antigo estádio no Litoral
Elefante branco sucateado dos tempos do faraó Sessim vai sediar o primeiro jogo do Gauchão


ANSA - Escavações realizadas num sítio arqueológico de Ciderira, localizada a 70 quilômetros de Porto Alegre, provocaram surpesa em todo mundo: pesquisadores que procuravam possíveis fósseis da Idade da Pedra Lascada acabaram encontrando um incrível estádio de futebol em ruínas.

De acordo com os especialistas, o chamado "balipódromo" Sessinzão é datado de 1996 a.C e foi erguido durante a Terceira Dinastia Sessinzaica, no reinado do faraó Elói Braz Sessim, antigo tirano da região que, há doze anos, torrou $ 3 milhões num monumento ao desperdício do dinheiro público. Depois da inauguração, o estádio, para 15 mil pessoas, foi jogado às traças e o prefeito Sessim cassado e condenado por corrupção.

Mas quem está entusiasmado coma patética descoberta é o intrépido presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto. Segundo ele, apesar do estado deplorável da homérica construção, ele anunciou que ela será utilizada para sediar pelo menos oito jogos da dupla Gre-Nal no Gauchão 2007.

Mas o fato extraordinário é que Beto Pires, atual prefeito da simpática cidade litorânea vai meter mais R$ 700 mil para ressucitar o gigantesco elefante branco. Até agora, só a licitação para reforma da infra-estrutura e dos espaços internos do estádio atingiu R$ 344.943,26. Como se fosse pouco, o Ministério do Esporte entrará com R$ 200 mil e a Fundergs, com R$ 120 mil.

Apesar de todos os gastos, ele está otimista:


- De Cidreira, surgirão novos expoentes do esporte, aos moldes da ginasta Daiane dos Santos e do craque Ronaldinho Gaúcho - diz Beto pretende ainda neste semestre contatar clubes europeus para transformar o Sessinzão em 'indústria de craques', explica.

O melhor de tudo é que, a duas semanas do jogo de estréia do campeonato, o Sessinzão sequer tem gramado. Apenas metade da área foi plantada. A outra é solo lunar. Além disso, as janelas dos vestiários estão sem vidros, os banheiros ainda não têm vasos sanitários e as cabines de imprensa estão em condições precárias. Do lado externo, muito lixo e restos de tijolos e pedras dão ao velho balipódromo dos tempos do faraó um ar de filme épico de Cecil B. de Mile.

Saturday, November 25, 2006

Burro na cabeça!

ABEL BRAGA RECORRE À NUMEROLOGIA
Treinador do Inter definiu a numeração dos jogadores Gabiru, Michel e Clemer: 'há mais coisas entre Céu e Terra do que supõe a nossa vã solucionática'

Saul Lisboa/Especial

Ninguém segura Abel Braga. Versado nas artes do ocultismo, agora ele resolveu literalmente transcender a linha do futebol e roçar as franjas da Fortuna. Desta vez, o técnico colorado admitiu ontem à tarde que pretende usar o seu conhecimento sobre numerologia para definir a numeração de alguns dos jogadores inscritos no Mundial Interclubes. Assim, se a qualidade em campo não é garantia de êxito no placar, é a hora e a vez de transcender as quatro linhas.

'Têm jogadores que o técnico não precisa se preocupar. Há outros, que só o sortilégio pode dar alguma tenência', explica. Abel Braga não deu muitas explicações sobre as razões que o levaram a gostar de numerologia, mas revela que sempre foi chamado de 'três'. Não sei o motivo, mas me acostumei com esse número', diz.

Ele tem certeza que existem mais coisas entre céu e a terra do que a vã solucionática pode explicar. E quando a lógica e nem o empirismo podem apontar alguma solução, é nesse momento que o seu lado místico se insurge. 'Além do mais, depois que eu fui campeão da Libertadores, como diria o Gil, vale quase tudo'. De acordo com o técnico, três jogadores foram escolhidos para serem abençoados pelas graças da numerologia, Adriano Gabiru, Michel e Clemer. Gabiru vai ter o número 171, Michel será o zero à esquerda e Clemer levará às costas o 20 (?). Alexandre Pato também seria agraciado com um número em especial, mas o referido animal não consta na lista do jogo do bicho.

Tuesday, October 31, 2006

Pirulito e Sabonete



— Governo disse que, a partir de agora, com o novo mandato, acabou a "Era Palocci"...

— E a "Era Marcos Valério"?

Tuesday, October 24, 2006

Revolving

ABRACADABRA!
Fã dos Beatles reconta em livro virtual os bastidores, as histórias e a lisergia do álbum Revolver


O nome Ray Newman pode passar batido a qualquer um: não é jornalista, não é crítico musical, sequer é escritor. Na verdade, é um reles funcionário público de Sua Majestade a Rainha Elizabeth e, como todo inglês, é beatlemaníaco. Na data em que se comemoram os quarenta anos de um dos trabalhos mais emblemáticos de John, Paul, George e Ringo — Revolver — ele resolveu criar coragem e escrever um livro sobre o assunto. Munido de um aparato incomum: entrevistas, livros, vídeo se todo o que se referisse ao tema, Newman escreveu uma obra sumária sobre o álbum. Na partida, ele revela que foi a curiosidade que o moveu a escrever Abracadabra! — The Complete History of Beatles’ Revolver (103 pp). Verdade é que muito do livro (virtual, diga-se de passagem, e pode ser baixado de graça através da página http://www.revolverbook.co.uk ) não é novidade para os fãs — já que a maioria das informações aparece dispersa na bibliografia beatle (no Antologia ou nos livros de Mark Lewisohn, por exemplo) mas, pela primeira vez, todo esse cabedal pode ser encontrado um compêndio, muito bem organizado, aliás, e em formato monográfico.

Monográfico porque ele encerra uma tese peculiar: a de que Revolver foi o último trabalho que amalgamou o espírito do quarteto em cada faixa: para Newman, os Beatles estão juntos — corpo, alma e muito mais — em cada frase, em cada solo, em cada passagem musical, em cada idéia. Mais do que isso, para ele, este álbum foi o trabalho em que esse sentimento os levou mais longe em matéria de ambição musical, e tudo aconteceu num curto porém sólido e crucial período da trajetória deles. Ray entende que aquele período permitiu aos quatro que desenvolvessem a sua criatividade intelectual a zarpar rumo ao infinito de possibilidades e absorver toda a sorte de influências, musicais ou não, catalisando tudo aquilo em sua própria música.


Iondianismo — A primeira contribuição (ou “vertente”) do álbum foi o orientalismo de George Harrison. Depois de atuar no filme Help!, o guitarrista decidiu se aprofundar na música indiana. Comprou vários discos de Ravi Shankar e arranjou uma cítara, adquirida numa loja em Oxford Street chamada Indiacraft. Como fazia desde o seu primeiro violão, resolveu desbravar aquele exótico instrumento à sua maneira. Newman revela que essa estética oriental se disseminava na boemia bem vestida da Londres dos anos 60, a Swinging’ London: "mesmo nos círculos intelectuais mais íntimos de Londres, sempre havia espaço para a cultura oriental ao mesmo tempo", diz.

O escritor também explica que, antes de (e ao mesmo tempo que) George, os Yardbirds tiveram a primazia de utilizar um conjunto de indianos em "Heart Full Of Soul", sob a produção de Jeff Back. Enquanto isso, os Kinks experimentavam esse tipo de sonoridade em "See My Friends". Brian Jones pegaria a cítara de Harrison emprestada e gravaria "Paint It Black" com os Rolling Stones. George, no entanto, queria ir além da simples curtição: resolveu estudar música indiana clássica com Ayana Agandi, da Asian Music Circle.

Ray conta que Harrison também descobriu a religião hindu mas, segundo Newman, de certa maneira, suas experiências com LSD lhe permitiram ter um senso maior de beatitude, que lhe possibilitou maior receptividade dessa filosofia. John Lennon estava mais 'perto' de George por causa do ácido, e "Rain" é uma resposta da musicalidade dividida por ambos, no interesse em criar algo que fosse além dos clichês do rhythm 'n blues. "Tomorrow Never Kows" seria outro exemplo dessa paráfrase 'orientalesca'. Certo dia, Paul e John ficaram ouvindo um disco de música indiana. McCartney disse: "puxa, eles não mudam as cordas? Está tudo em mi, precisamos fazer algo assim!". O corolário dessa união entre indianismos e psicodelia seria entronizado em Revolver: logo depois, se disseminaria pelo universo pop. "Para o público, logo música oriental e LSD não teria muita diferença, seriam quase dois lados da mesma coisa", conclui Newman.




Capa de Revolver


Vanguarda — Na segunda “vertente” de Revolver estava Paul McCartney, que descobriu no pai de sua namorada Jane Asher, Richard, uma espécie de “mecenas”. Sua esposa, Margaret, era professora de música erudita; além de Jane, sua irmã Claire também era atriz e Peter, o irmão, era cantor. Foi nesse ambiente contíguo à vida cultural londrina que Paul viveu. Ao mesmo tempo, a influência erudita dos “Ashers” aumentou o seu interesse por música erudita, que passou a aumentar depois do sucesso de “Yesterday”.

Newman diz que Paul era comop Brian Jones dos Rolling Stones, pelo menos ao que se refere à curiosidade musical de conhecer vários instrumentos. Para Ray, Eleanor Rigby em parte é uma forma de McCartney ser reconhecido dentro daquele tipo de experiência erudita e de sintetizar não apenas novos conhecimentos sobre música, mas também sobre poesia e teatro numa canção pop.

Carroll e LSD — A terceira vertente do álbum estava em John Lennon, que vivia uma fase turbulenta de sua vida particular (meu “período Elvis”, disse ele), mas que encontrou um caminho diferente através de drogas recreativas, como o LSD. A droga, aliás, foi lhes apresentada (Newman reconta a história do episódio em que ele e George ingeriram ácido involuntariamente). Além disso, a descoberta da droga lhe havia despertado tudo um mundo que ele apenas imaginava desde que conhecera Lewis Caroll e Edward Lear na juventude, imaginando que aquele tipo de surrealismo era uma forma de realidade alternativa. A primeira “grande” expediência com LSD se daria no verão de 1965, em Los Angeles, quando John revelou ter consumido a droga deliberadamente, junto com os Byrds (Roger Mcginn, Crosby, etc) e o ator Peter Fonda (a história é conhecida desde que John a disseminou na entrevista à Playboy, em 1970).

Na ocasião, John revelou que viu Fonda no meio de uma “viagem”, dizendo que havia dado um tiro em si mesmo, e que teria sentido a experiência de estar morto: “I know what is like to be dead”, repetia Peter — frase que foi parar em “She Said, She Said”, de Revolver. Experiências desse tipo, segundo Huxley em As Portas da Percepção postula que experiências religiosas descritas por xamãs ou pastores em diversas culturas, se não são motivadas por algum elemento alucinógeno, pelo menos auxiliam em experiências paralelas. Disso, Lennon descobriu o Livro Tibetano dos Mortos e passou a utilizá-lo como um “manual”. Na obra de Leary, existe um capítulo de como proceder diante de uma sessão psicodélica, que diz: "whenever in doubt, turn off your mind and relax, float downstream".

Enquanto John à sua maneira tentava explorar os limites de estúdio para representar de maneira sonora tudo o que ele descobria em suas “viagens”, Paul radicalizava rumo à música concreta, ouvindo John Cage, Cornelius Cardew e Karlhaus Stockhausen. “Todos estávamos empurrando fronteiras, não como Berio, Cage, mas nós à nossa maneira, eu sempre dizia que amava Stockhausen nas entrevistas!”, relembra Paul. McCartney inclusive perdeu a chance de conhecê-lo pessoalmente em Liverpool, por problema de agenda: ambos tinham apresentações no mesmo horário.

Mas os Beatles acabaram homenageando o grande nome do concretismo musical ao colocá-lo na capa do Sgt. Pepper’s. “Paul estava pronto a dividir as suas experiências, assim como Harrison e Lennon estavam prestes a fazê-lo respectivamente sobre seus conhecimentos recentes sobre música indiana e LSD com ele”, diz Newman. O baixista, por sua vez, fazia experiências com colagens de gravações de rolo à revelia, e tencionava inclusive editar um disco solo sob esse tema, intitulado Paul McCartney Goes Too Far. Muito do que ele trabalhou ali seria reutilizado em “Tomorrow Never Kows”, de John, no sentido de catalisar em sons as idéias psicodélico-apocalíticas de Lennon (John revelou posteriormente que não gostou do resultado no disco). Isso ganhou corpo quando a gravadora EMI recebem tecnologia necessária para dar cabo disso tudo, em mesas que permitiam a manipulação de trechos de sons (os tape loops), através de uma tecnologia nova, intitulada ADT (Aditional Double Tracking).

Ray Newman também conta histórias interessantes: diz que o arranjo de “Here, There And Everywhare” nasceu de um encontro de Paul, que procurava novidades no rés-do-chão da vanguarda londrina, com o produtor dos Rolling Stones, Andrew Loog Oldham e Lou Adler (que trabalhara com os Stones) que, por sua vez, apareceu com um acetato do Pet Sounds, dos Beach Boys. Foi ali que eles conheceram o disco. O trabalho vocal de faixas como “Caroline No”, “You Still Believe In Me”, por exemplo.

Outra é que o dentista que lhes forneceu LSD pela primeira vez foi um sujeito chamado John Riley, e que clinicava em West London, porém não se sabe como ele tinha acesso à esse tipo de droga, mas sabe-se que era um dos “alternativos” da Swingin’London, e conhecia Syd Barrett e Roman Polanski. A versão conhecida é a de que a fornecedora de Riley era uma coelhinha da Playboy que ele namorava na época. Ela era conhecida como uma fotógrafa canadense e estava na mesa em que LSD foi servido à John, George e suas esposas. O resto da história é conhecido: os quatros saíram doidos pela cidade afora, entraram num conhecido pub da época (Ad Lib) já sob forte efeito da droga:

— Me lembro que foi a melhor sensação de minha vida, eu estava apaixonado, mas não era por ninguém — era por tudo, tudo estava correto, tudo estava em perfeita sintonia, e eu queria revelar a cada um lá dentro que eu amava a todos — gente que eu nunca tinha visto antes — disse George, sobre o ‘passeio psicodélico’.

Porém, o verdadeiro “Dr. Robert” não era Riley; ele atendia pelo mesmo nome da música: ele se chamava Robert Freymann, clinicava em Nova Iorque e era o fornecedor de drogas de várias celebridades.

Citado em Abracadabra, John diz apenas consumiu ácido cinco meses depois dessa involuntária experiência. Quando disse que o fez ‘deliberadamente’, revelou que havia lido e se inteirado de todos os efeitos. A concepção de letras como I’m Only Sleeping” estaria, conforma Newman, ligada à tendência dos usuários da droga em falar de “morte do ego” (“she makes me feel like I never been born”) e de sono profundo ou contemplação, alucinação, religiosidade.

Mas Newman entende que a droga não lhe deflagrou essas imagens, como no chá com bolinhos de Proust: para o autor, John já buscava por todas essas imagens desde o princípio, e o LSD foi o paroxismo dessa sensibilidade. “Os Beatles queriam ir além com Revolver: queriam refletir o mundo através da influência das drogas”. Ou ir além, tentando compreendê-lo através de um insight caleidoscópico. Em dado momento, não só a banda mas todos ao seu redor estavam envolvidos com ácido — mas ninguém foi mais fundo do que John. Mesmo em períodos de excesso de consumo, comenta o autor, Lennon produzia mais e mais.

Talvez o paroxismo da estética “beatles” com o psicodelismo estava em um tema como “And You Bird Can Sing”. Embora uma balada instrumental no velho estilo, a letra é insondável. Já “Tomorrow Never Knows”, que pode soar como uma faixa experimental à parte do corpo do álbum, é considerado por Ray Newman a síntese daquilo que seria o último trabalho genuinamente realizado em grupo, catalisando as idéias de Paul em música concreta, de George em orientalismo, de John em psicodelismo — e tudo sob a batuta de George Martin.


Deus no megafone — Martin, aliás, seria o oráculo dessa mudança: o desnível entre a velha música do quarteto com a nova era de cinco saaras. A partir dali, o produtor assumiria o papel fundamental no trabalho do quarteto. Antes, seu papel se resumia a realizar pequenas milagres, como fazê-los tocar mais alto, mais suave, editar três takes em uma só canção, povoar um disco com revocalizações ou um solo de piano aqui ou ali para reforçar determinado trecho solo. Agora, George não mais se limitava a capturar a sonoridade mas, sim, parar a música que existia apenas na cabeça dos Fab.

Afinal, a formação musical do mago de Abbey Road se tornou mais importante à medida em que a ambição dos Beatles crescia, já que nenhum deles sabia realmente ler música e, portanto, tinham um conhecimento mais empírico fora do rock tradicional. Ou, como disse alguém a respeito nesse período: Martin “se tornou o primeiro produtor a trabalhar um disco faixa por faixa — criando não apenas um novo produto, mas uma nova arte”. Ou como Paul disse em entrevista, na ocasião do lançamento de Revolver: “tem sons ali que que ninguém fez ainda...ninguém mesmo...nunca...”. Na época, um crítico chegou a dizer que a tecnologia impressa no álbum foi capaz de fazer John Lennon parecer “um Deus cantando através de um megafone gigante”.

Mais do que isso, aquele era o momento certo em que cada um deles poderia dividir as suas experiências pessoais entre si, mais do que antes, e não mais da mesma forma, como ele os intitula como o "grupo quintessencial", nos trabalhos posteriores. O novo álbum, que se intitularia Abracadabra! (o que explica o título do livro), seria, antes de mais nada, um disco 'futurista'. Para Newman, Revolver é a síntese de Lennon, McCartney, Harrison e Starr, em três caminhos que se fundiram, amalgamando LSD, Índia e avant-garde.

Tuesday, September 12, 2006

Fala, Pinguço

VEM AÍ A CARAVANA DO GORÓ PATO MACHO!

Depois da caravana televisiva "Fala Rio Grande", inspirada naturalmente em outro conhecido programa, este agraciado periódico decidiu que não iria ficar para trás. Por isso, a partir dessa semana, vem aí a maratona do goró PATO MACHO!

Com o mesmo molde original, a nossa caravana etílica FALA PINGUÇO vai perigrinar os mais impudicos bares e botecos de Porto Alegre, rodando a cidade à procura da batida perfeita, ou da cerva mais gelada (claro que, para parar em pé, vamos comer alguma coisa, como vinho, que agora vai virar alimento, mesmo).

A nossa gloriosa maratona vai procurar o boteco mais clássico da cidade. E, como se sabe, o legítimo boteco tem que ter aqueles elementos importantes e inefáveis, a saber: potão de conserva atrás do balcão, bebum de fé, toalha de plástico pregada na mesa com percevejo, paredes suadas com poster de time de futebol, nome com apóstrofe e um "S" no final, banheiro à la Trainspotting, com privada sem tampa, cozinheiro gordo e mal humorado, que usa o mesmo paninho clássico para secar o suor da careca e limpar a chapa, catchup com diversas tonalidades de vermelho, rádio 104 ou Caiçara de som ambiente e Cardápio escrito à giz e com várias corruptelas ortográficas, como "X Corassão", X Egg com ovo, "Concrete" e "Wisk".

Então, já sabem: preparem a cerveja bem gelada, porque a caravana FALA PINGUÇO pode estar chegando no seu bairro!